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Emergentes puxam aumento no número de bilionários

Emergentes puxam aumento no número de bilionários

Atualizado: Quinta-feira, 10 Março de 2011 as 8:26

O aumento no preço do aço e do petróleo na Rússia, a maior transparência financeira no Brasil e a expansão econômica da China e da Índia têm alimentado o aumento no número de bilionários nos grandes países emergentes.

Moscou é hoje a cidade com mais bilionários, 79, à frente de Nova York, com 58, segundo a lista anual das pessoas mais ricas do mundo, divulgada pela revista Forbes.

O mexicano Carlos Slim manteve-se pelo segundo ano consecutivo como o homem mais rico do mundo, além de ter faturado mais durante o ano do que qualquer um dos outros 1.209 bilionários. Em 2010, a fortuna de Slim aumentou US$ 20,5 bilhões, chegando a um total de US$ 74 bilhões.

A revista disse que a China praticamente dobrou seu número de bilionários, chegando a 115, enquanto a Rússia e o Brasil tiveram aumentos de dois terços, atingindo 101 e 30 indivíduos, respectivamente. Foi a primeira vez que países fora dos Estados Unidos tiveram mais de 100 bilionários.

A Índia ganhou mais seis bilionários, chegando a um total de 55. Cada bilionário indiano possui em média US$ 4,5 bilhões na conta bancária, bem acima da média de US$ 2,5 bilhões dos bilionários chineses, segundo Steve Forbes, executivo-chefe da publicação.

Na Rússia, o crescimento no número de ultrarricos foi atribuído à alta no valor das commodities. No Brasil, o aumento é resultado de regras mais rígidas para a divulgação do patrimônio, e também da valorização do real. Na China e na Índia, a expansão econômica ajudou a gerar bilionários em diversos setores.

Em entrevista coletiva na quarta-feira, Forbes alertou que a expansão dos bilionários nos países Bric, formado por Brasil, Rússia, Índia e China, pode ser transitória. "Há um boom global das commodities. Mas, como já deveríamos ter aprendido (...), as commodities podem subir muito rapidamente, mas também podem cair muito rapidamente."

Brasil, Rússia, Índia e China produziram metade dos 214 novos bilionários do mundo no ano passado. A região da Ásia-Pacífico é a origem de 105 recém-chegados, sendo que três quartos deles conquistaram sua fortuna a partir de participações em empresas públicas.

Em todo o mundo, os principais setores para a produção de novos bilionários foram: energia, moda e varejo, indústria, finanças e "setores diversos", segundo a Forbes.

De acordo com a lista, Bill Gates, fundador da Microsoft, manteve sua segunda posição, e sua fortuna saltou de US$ 53 bilhões para US$ 56 bilhões. O investidor Warren Buffett aparece novamente em terceiro lugar, passando de US$ 47 bilhões para US$ 50 bilhões.

A Forbes usou como critério o valor das fortunas no momento do fechamento dos mercados acionários globais em 14 de fevereiro de 2011. O ranking completo pode ser visto em www.forbes.com/billionaires .

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