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Emprego na indústria cresce pelo sexto mês seguido

Emprego na indústria cresce pelo sexto mês seguido

Atualizado: Terça-feira, 10 Agosto de 2010 as 10:31

Alta em junho foi de 0,5% frente ao mês anterior, segundo o IBGE; no semestre, crescimento foi de 2,4% O emprego na indústria cresceu 0,5% no mês de junho, frente ao mês anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o sexto resultado positivo consecutivo do setor.

Na comparação com junho de 2009, o emprego industrial cresceu 4,9%, marcando a quinta alta seguida. Foi a maior elevação desde o início da série histórica.“Com isso, o fechamento do primeiro semestre do ano registrou expansão de 2,4%, acelerando o ritmo frente aos resultados dos últimos meses”, disse o IBGE.

No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador ainda registra queda de 1,6%, embora venha caindo desde janeiro deste ano.

O número de horas pagas, por sua vez, teve alta de 0,3% frente ao mês de maio. “No confronto com o mesmo mês do ano anterior, a taxa de 5,7% é a mais alta desde o início da série histórica, enquanto no índice acumulado no ano houve avanço de 3,5%.”

Já a folha de pagamento real dos trabalhadores cresceu 3,3% no mês de junho. Frente a igual período do ano passado, a alta foi de 8,3%,enquanto nos seis meses, o indicador acumula elevação de 4,6%.

Setores

A alta de 4,9% no emprego industrial em junho foi observada em todos os locais pesquisados pelo IBGE e em 14 dos 18 setores. “A principal contribuição positiva permaneceu com São Paulo (3,7%), vindo a seguir região Nordeste (7,1%), Rio Grande do Sul (6,8%), região Norte e Centro-Oeste (7,1%), Rio de Janeiro (8,6%) e Minas Gerais (3,7%).”

Entre os setores, o destaque ficou com máquinas e equipamentos (9,5%), produtos de metal (9,8%), alimentos e bebidas (3%), meios de transporte (7%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (10%).

Na outra ponta da tabela, aparecem vestuário (-1,8%), refino de petróleo e produção de álcool (-3,1%), madeira (-2,1%) e fumo (-7,2%).

Semestre

No acumulado do semestre, a alta de 2,4% foi observada também em todas as regiões pesquisadas e em 14 dos 18 setores analisados pelo IBGE. São Paulo, com alta de 2,3%, teve o principal crescimento entre as regiões, seguido por Nordeste (4,4%), Rio Grande do Sul (3,2%), região Norte e Centro-Oeste (2,9%) e Ceará (8,2%).

“Setorialmente, as contribuições positivas mais relevantes sobre a média nacional foram observadas em alimentos e bebidas (2%), calçados e couro (6,2%), máquinas e equipamentos (4,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônico e de comunicações (5,3%) e produtos de metal (4,2%)”, disse o IBGE.

As principais baixas no período vieram dos setores de madeira (-8,6%) e vestuário (-1,7%).

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