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Emprego na indústria segue estável em novembro, diz IBGE

Emprego na indústria segue estável em novembro, diz IBGE

Atualizado: Quinta-feira, 13 Janeiro de 2011 as 11:45

A criação de emprego na indústria ficou estagnada de outubro para novembro, informou nesta quinta-feira (13) a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na série com ajuste sazonal, a população ocupada na indústria permanece estável desde agosto de 2010, diz o instituto.

Na comparação anual, o crescimento do pessoal ocupado foi de 3%, atingindo o décimo mês de avanço, nesta comparação. No acumulado no ano, a alta é de 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, e o acumulado dos últimos 12 meses subiu 2,9%.

A folha de pagamento real recuou 1,3% na comparação com o mês anterior. Já em relação a novembro, foi registrado crescimento de 7,4%. O acumulado no ano para a folha cresceu 6,9% e o dos últimos 12 meses, 5,7%.

Por regiões e setores

Em relação a novembro de 2009, as 14 regiões pesquisadas apresentaram avanços, com destaque para São Paulo (2,1%), região Nordeste (3,8%), Rio de Janeiro (7,0%) e Minas Gerais (3,6%).

Quanto aos setores, as maiores pressões positivas partiram de máquinas e equipamentos (9,8%), meios de transporte (9,1%), produtos de metal (9,3%), borracha e plástico (9,0%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (8,7%). Entre os ramos analisados, exerceram impactos negativos: papel e gráfica (-7,5%), refino de petróleo e produção de álcool (-11,5%) e vestuário (-3,2%) foram os principais impactos negativos.

No acumulado no ano, o crescimento do emprego foi observado em todos os locais pesquisados e em 14 dos 18 ramos da indústria, com destaque para São Paulo (2,8%), região Nordeste (5,1%), região Norte e Centro-Oeste (4,2%), Rio Grande do Sul (4,0%), Rio de Janeiro (5,6%) e Santa Catarina (3,4%).

Entre os ramos analisados, tiveram maior crescimento: máquinas e equipamentos (7,3%), produtos de metal (6,8%), meios de transporte (5,6%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (7,0%), calçados e couro (6,1%) e borracha e plástico (6,2%). Os principais recuos partiram dos setores de vestuário (-2,2%) e madeira (-6,0%)

Folha de pagamento

Em novembro, sobre o mesmo periodo do ano anterior, as taxas positivas nas folhas de pagamento foram verificadas em 13 das 14 regiões pesquisadas, com destaque para São Paulo (5,1%), região Nordeste (11,2%), Minas Gerais (10,2%) e Rio de Janeiro (10,1%). Na contramão, foi registrado recuo no Espírito Santo (-5,5%).

Ente os setores pesquisados, ainda na comparação anual, o valor da folha de pagamento real cresceu em 16 dos 18 setores industriais, com destaque para meios de transportes (12,8%), indústria extrativa (22,3%), máquinas e equipamentos (9,0%), produtos de metal (13,3%) e alimentos e bebidas (4,7%). As duas taxas negativas partiram de papel e gráfica (-8,5%) e de fumo (-4,3%).

No acumulado no ano, os maiores impactos foram observados em São Paulo (5,2%), no Rio de Janeiro (9,7%), no Rio Grande do Sul (8,8%) e na região Norte e Centro-Oeste (9,2%).

Quanto aos setores, 16 dos 18 ramos subiram o valor real da folha de pagamento, com as maiores influências positivas partindo de meios de transporte (8,4%), alimentos e bebidas (5,6%), máquinas e equipamentos (8,0%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (11,4%) e produtos de metal (7,8%). Por outro lado, exerceram pressões negativas madeira (-2,2%) e fumo (-0,6%).

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