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Energia ficará mais cara em 2009 se houver valorização excessiva do dólar, diz economista

Energia ficará mais cara em 2009 se houver valorização excessiva do dólar, diz economista

Atualizado: Quarta-feira, 12 Novembro de 2008 as 12

A energia elétrica poderá ficar mais cara em 2009, dependendo da valorização do dólar no país, diante dos efeitos da crise financeira internacional. A análise foi feita dia 6 de novembro, à Agência Brasil pelo coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Nivalde de Castro.

O economista avaliou que, quando forem feitos os reajustes anuais das tarifas, poderá haver aumento refletindo a valorização do dólar, provocada  pela crise.

"A crise externa está provocando uma elevação do dólar, não porque os fundamentos da economia estejam sendo questionados. Mas, sim, porque os investidores externos e os aplicadores  na Bolsa de Valores e no mercado de títulos, que estavam com posições no Brasil, devido à crise nos Estados Unidos e nos países desenvolvidos, estão, agora, sendo obrigados a mandar dólares para fora para recompor posições em seus países de origem”, explicou.

Segundo Castro, a demanda maior por dólares faz com que a moeda suba. Com essa valorização, segundo o especialista, é natural que haja aumento do Indice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que acaba se refletindo nas tarifas das distribuidoras de energia.

Ele acrescentou que o aumento do dólar vai impactar também no preço da tarifa da energia proveniente de Itaipu, que é baseado na moeda americana. A maioria das distribuidoras compra energia de Itaipu.

Por isso, ele acredita que, no próximo ano, poderá haver um aumento da tarifa de energia, motivado pela valorização cambial. "O consumidor residencial vai ter uma tarifa acima da inflação."

Ele disse que há um componente da crise que pode ser favorável ao consumidor, a desaceleração do consumo. Menos consumo significa sobra de energia e, conseqüentemente, um menor uso de termelétricas e um maior uso da energia advinda de usinas hidrelétricas, que é mais barata. "Essa é  uma variável que vai ser contra o aumento de tarifas”, avalia Castro.

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