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Escritor explica o que diferencia o bom do mau investidor

Escritor explica o que diferencia o bom do mau investidor

Atualizado: Terça-feira, 24 Novembro de 2009 as 12

É comum ouvirmos em uma mesma roda de conversa sobre investimentos alguém afirmando que alcançou ótimos dividendos alocando recursos na Bolsa de Valores, enquanto alguém comenta que, ao contrário, perdeu dinheiro na renda variável.

Mas o que diferencia um bom investidor de um investidor que tem prejuízo? Para Rodrigo Puga, autor do livro Formação de Investidores, disciplina, conhecimento e planejamento são os fatores que diferenciam o bom do mau desempenho.

''De 2003 a 2008 as pessoas viram um momento muito bom da Bolsa de Valores, e resolveram colocar seu dinheiro em ações. Mas 95% desses investidores nunca tinham passado por uma crise, e acharam que era só colocar o dinheiro lá e colher os frutos. Mas não é tão fácil assim. Para investir na Bolsa é preciso estudar as ações, acompanhar a trajetória do papel e saber reconhecer quando fez uma análise para sair logo de uma posição, evitando, assim, mais perdas'', explica.

Técnica x Controle de risco x Controle emocional

Puga conta ainda que muito sem engana quem acredita que é a técnica utilizada que diferencia o bom do mau investidor. ''Um recente estudo norte-americano aponta que 40% dos investidores amargam perdas, enquanto outro estudo afirma que, entre os fatores responsáveis pelo sucesso de um investimento, apenas 20% está relacionado à técnica utilizada, enquanto os outros 80% estão divididos entre controle de risco e controle emocional'', garante o escritor.

E completa: ''As pessoas utilizam variadas técnicas para investir. Tem a análise técnica, a fundamentalista, a astrologia, entre outras. Mas essas técnicas servem apenas para lhe dar dicas. Se você não for disciplinado para cumprir o que planejou, baseado na técnica de sua preferência, não adianta nada. Não adianta você seguir a recomendação de entrada e na recomendação de saída agir por conta própria''.

Rodrigo Puga diz que é por esse impulso que muitas pessoas têm, que o controle emocional é fundamental. ''Você precisa se planejar, determinar o ponto de entrada e saída do papel escolhido. E não se deixar levar por sentimentos que, muitas vezes, traem o racional. Por exemplo, muita gente sabe que não deve retirar o dinheiro da Bolsa em momentos de queda. Mas aí um medo irracional toma conta dela e ela vende os papéis, amargando um prejuízo, ao invés de esperar um momento mais propício para realizar lucros''.

Já o controle de risco citado pelo escritor consiste em limitar o tamanho das posições que possam representar alto risco. ''Impor um limite contribui para manter em boa forma a saúde financeira e o patrimônio do investidor. Nunca vale a pena arriscar demais. Preocupar-se de forma real com o risco é uma boa forma de evitar perdas'', finaliza.

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