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Estimativa de produção de cana é revisada para baixo no centro-sul

Estimativa de produção de cana é revisada para baixo no centro-sul

Atualizado: Domingo, 17 Julho de 2011 as 10:07

                                  As usinas do centro-sul revisaram para baixo a estimativa que faziam no início da safra de cana de açúcar. O clima e a falta de tratos culturais são apontados, em São Paulo, como os principais motivos para a quebra.

Uma destilaria de álcool em Sertãozinho, nordeste de São Paulo, faz parte de um grupo que tem também outras duas usinas de cana. A produtividade nas três unidades caiu mais de 10% em comparação com a última safra. “É uma perda de quase 500 mil toneladas ou mais. É um prejuízo muito grande”, afirma o gerente agrícola Fernando Prati.

Desde o começo da safra, as usinas do centro-sul do país moeram 18% menos que o mesmo período do ano passado. Os dados são da Unica, a associação das indústrias do setor. Com produção e produtividade menores, a Unica decidiu revisar a estimativa da safra.

A nova previsão aponta para uma moagem de 533 milhões de toneladas, uma redução de 6% em relação ao total estimado no começo da safra. A quantidade também é 4,2% inferior à safra passada. “Um dos fatores preponderantes é que não houve renovação adequada dos canaviais e nem o trato cultural correto em muitas áreas produtivas. Essa questão foi agravada ainda mais pela seca no final do ano passado, que foi muito forte em cima das áreas produtivas do centro-sul do país”, afirma Sérgio Prato, representante regional da entidade.

Comparando a destinação da cana para o açúcar e o álcool, a fabricação do combustível deve cair 11%. Já na produção do açúcar, a queda esperada fica em torno de 6% em relação ao projeto no início da safra.

Para o produtor, que antes confiava em uma compensação por conta dos preços do açúcar e do etanol no mercado, a expectativa já não é tão boa. Marcelo Anibal tem uma plantação de 90 hectares e vai colher 20% a menos que na safra passada. Ainda de acordo com a Unica, pela primeira vez desde 2001, a produção vai ser menor do que no ano anterior.          

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