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Europa está a ponto de lançar união fiscal, afirma chanceler alemã

Europa está a ponto de lançar união fiscal, afirma chanceler alemã

Atualizado: Sexta-feira, 2 Dezembro de 2011 as 9:51

 A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou nesta sexta-feira (2) que os países europeus estão a ponto de criar uma "união fiscal" com uma supervisão rigorosa para enfrentar a crise da dívida. "Não estamos falando apenas de união fiscal, nós estamos começando a criá-la", disse Merkel durante um discurso no Parlamento.

De acordo com Angela Merkel, a união orçamentária terá "regras estritas, ao menos para a Eurozona". "O elemento central desta união da estabilidade, buscada pela Alemanha, será um novo teto de endividamento europeu", completou a chanceler canciller, insistindo na intenção de convencer os sócios sobre a necessidade de mudar os tratados europeus para poder introduzir mais disciplina orçamentária.

"Não há mais alternativa que uma mudança dos tratados", destacou, antes de rejeitar de maneira categórica os "eurobônus" como remédio para a crise que afeta a Eurozona. "Quem não entende que os eurobônus não podem ser a solução da crise não compreende nada da natureza do problema", disse.

Sarkozy

Na quinta-feira (1), o presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que "caso a Europa não mude rapidamente, a história do mundo será escrita sem ela".

"Estamos vivendo uma situação extrema (...) precisamos retomar o essencial e por isso França e Alemanha militarão por um novo tratado europeu" que contenha "mais disciplina, mais solidariedade e mais responsabilidade mediante um verdadeiro governo econômico", disse Sarkozy em Toulon.

Encontro

Sarkozy receberá na segunda-feira (5) em Paris Angela Merkel para elaborar "propostas franco-alemãs" destinadas a superar a crise que sacode a Eurozona. O presidente francês disse que "França e Alemanha, depois de tantas tragédias, decidiram unir seus destinos e olhar juntos para o futuro".

Segundo Sarkozy, "com Alemanha e França unidas, toda a Europa estará unida e forte". O presidente francês recordou que franceses e alemães possuem "cada um sua história, suas feridas e que é preciso respeitá-las..

"França e Alemanha optaram pela convergência, mas isso não quer dizer que teremos que renunciar a nossa identidade", afirmou.

De acordo com Sarkozy "um novo ciclo econômico já começou, o do desendividamento". "O novo ciclo será muito diferente e levará a balança da economia ao trabalho e à produtividade", disse Sarkozy. "O extravagante crescimento do setor financeiro ampliou demasiadamente a dívida e provocou um domínio da lógica especulativa e do lucro de curto prazo", disse.

Para o presidente francês, também o modelo de proteção social se tornou insustentável e precisa de reformas urgentes. "Não podemos financiar nossa proteção social como antes, com cotações salariais quando as fronteiras são mais abertas e temos que enfrentar a competência de outros países com baixos salários. A reforma de nosso modelo social possui uma urgência absoluta", afirmou o Sarkozy em um discurso sobre a crise na Europa.

"Não podemos conservar a mesma organização de nossa proteção social da época do pós-guerra, pois as pessoas mudam de empresas, de setor e de função ao longo de suas carreiras", afirmou.        

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