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Excesso de chuva atrasa plantio do milho safrinha em MS

Excesso de chuva atrasa plantio do milho safrinha em MS

Atualizado: Quarta-feira, 30 Março de 2011 as 8:35

O excesso de chuva atrasou o plantio do milho safrinha em Mato Grosso do Sul. O prazo considerado ideal pelo zoneamento agrícola terminou no dia 20, mesmo assim, muitos agricultores ainda estão com as máquinas no campo.

É uma luta contra o tempo. Em uma propriedade em São Gabriel do Oeste, norte de Mato Grosso do Sul, o plantio de milho safrinha já deveria ter terminado há mais de 20 dias, mas ainda restam 300 hectares para cultivar.

Na terra encharcada, a plantadeira trabalha com dificuldade. Não dá para esperar. A cada dia, o risco de prejuízo aumenta. O agricultor Jonnis Assman já não prevê lucro. Os 1.500 hectares de milho safrinha serão plantados para cobrir gastos com insumos e com tratos antecipados. Isso se o tempo ajudar. “Quando a gente fez o planejamento, a gente imaginava colher em torno de 80, 90 sacas por hectare. Em função do atraso, do excesso de chuva que aconteceu no início, estamos plantando fora da época recomendada, então, se conseguirmos colher em torno de 50, 60 sacas por hectare, para pelo menos cobrir o custo de produção, já está bom”.

A estimativa é de que 25% da área prevista para o milho safrinha em São Gabriel do Oeste será plantada fora do prazo de zoneamento. Alguns produtores conseguiram se adiantar e fazer o plantio dentro do período ideal. Mesmo assim, a chuva prejudicou o desenvolvimento da cultura. Em uma lavoura que tem 35 dias, começa a aparecer a fase onde a planta começa a apresentar o potencial de produção. É possível perceber que os pés estão abaixo do tamanho ideal. Além disso, algumas folhas estão amareladas e doenças já começam a aparecer. Fungicidas deverão ser aplicados para que a doença não avance e danifique ainda mais a cultura do milho.

No município de Dourados, no sul do estado, o Globo Rural apurou que o plantio de risco, ou seja, fora do período recomendado, está atrasado em praticamente todo o estado. Isso preocupa porque Mato Grosso do Sul é o terceiro maior produtor de milho safrinha do Brasil.

O agrônomo da Fundação MS, Roney Pedroso, explicou que o atraso no plantio do milho safrinha agora corre o risco de sofrer com a geada no florescimento da cultura e no enchimento de grão. Além disso, tem a falta de chuva, que é uma característica climática no Mato Grosso do Sul.

Cerca de 25% da área falta ser semeada no município e isso também corresponde ao estado. Em praticamente todo o estado de Mato Grosso do Sul o plantio está sendo feito após a época ideal.

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