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Exportações mantêm fluxo de entrada de dólares no país, diz BC

Exportações mantêm fluxo de entrada de dólares no país, diz BC

Atualizado: Quarta-feira, 17 Agosto de 2011 as 2:22

Com a piora da crise finaneira internacional das últimas semanas, o ingresso de recursos no país pela chamada conta financeira - por onde transitam os investimentos estrangeiros diretos e os recursos para aplicações financeiras, além das remessas de lucros e dividendos e empréstimos tomados no exterior, entre outros - caiu.

Na parcial deste mês, até a última sexta-feira (12), US$ 940 milhões ingressaram no país pela conta financeira, contra US$ 9,5 bilhões de ingresso, por exemplo, em todo mês de julho, de acordo com dados do Banco Central.

Entretanto, o movimento da chamada conta comercial, que concentra os contratos de câmbio para exportações e importações, segue sustentando o ingresso de divisas na economia brasileira neste mês. Na parcial de agosto, até a sexta-feira da semana passada, US$ 6,63 bilhões ingressaram no país por conta das operações da balança comercial, informou o BC.

Juntos, o movimento das contas comercial e financeira, ou seja, todo fluxo de divisas para o Brasil, registrou a entrada de US$ 7,5 bilhões na economia na parcial de agosto, dos quais US$ 4 bilhões somente na semana passada.

Acumulado do ano

Na parcial deste ano, até a última sexta-feira (12), o ingresso de divisas na economia brasileira, de acordo com a autoridade monetária, totalizou US$ 63,23 bilhões, com crescimento de 159% frente a todo ano de 2010 - quando US$ 24,35 bilhões entraram no país. A entrada de dólares, na parcial de 2011, já é a segunda maior da história, mesmo sem o ano ter acabado, ficando abaixo apenas de 2007. Em todo aquele ano, US$ 87,45 bilhões ingressaram na economia brasileira.

Impacto no dólar

A entrada de recursos por conta das operações comerciais já era esperada por analistas. "No mercado de dólar, certamente houve a continuidade do fluxo dos recursos de exportações que estavam depositados no exterior, o que gerou liquidez no mercado físico a vista e determinou o recuo do preço da moeda americana. Assim, a taxa cambial decorre diretamente do próprio fluxo que ocorre no mercado físico a vista. A volatilidade mais intensa deve ocorrer ao final do mês", avaliou Sidnei Nehme, da NGO Corretora, na última terça-feira (16).

O ingresso de recursos no país, segundo analistas, pressiona para baixo o dólar. A lógica seria que, com mais dólares no Brasil, o seu preço ficaria menor. Dólar baixo, por sua vez, gera perda de competitividade para as empresas brasileiras, uma vez que torna as exportações mais caras e as compras do exterior mais baratas. Justamente para combater esse ingresso de divisas, o governo lançou mão de várias medidas nos últimos meses. Além disso, também tomou medidas para diminuir a especulação no mercado futuro - outra fonte de pressão para recuo da cotação do dólar.          

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