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Exportadora eleva preço à vista do potássio para Brasil e Ásia

Exportadora eleva preço à vista do potássio para Brasil e Ásia

Atualizado: Quarta-feira, 3 Fevereiro de 2010 as 12

Grande exportador de potássio, a Belarrusian Potash Company (BPC) elevou os preços à vista do produto para o Brasil e a Ásia em mais de 6%, refletindo um crescimento da demanda mundial pelo nutriente, e planeja fechar dois negócios no final de março ou em abril.

Oleg Petrov, diretor de vendas da BPC, disse na quarta-feira que a companhia aumentou seu preço para o produto padrão a US$ 410 por t, ante US$ 385. O novo preço para o material granular é US$ 425 por t, contra US$ 400.

"Nós podemos provavelmente fechar novos acordos no final de março ou em abril", disse Petrov. "Nós não temos produtos para fevereiro e para a maior parte de março como resultado da forte demanda."

A BPC, que detém mais de 30% das vendas globais de potássio, previu um aumento de 50% nas vendas este ano, com a demanda global pelo produto se recuperando de um 2009 pobre.

O porta-voz da BPC, Filipp Gritskov, disse que os preços poderiam ser aplicados para os maiores consumidores da companhia no Brasil e na Ásia.

Os preços do potássio inflaram para cerca de US$ 1 mil a t no mercado à vista em 2008, quando o mercado de grãos viveu um boom.

Os fabricantes disseram que produtores estão retornando ao mercado após a queda do último ano.

O CEO da Potash Corp, Bill Doyle, disse em 28 de janeiro que a companhia vendeu mais potássio na América do Norte nas primeiras três semanas de 2010 do que nos primeiros oito meses de 2009.

Petrov da BPC, em entrevista em 17 de dezembro, disse que o Brasil e a Índia estão exercendo uma crescente influência em mercados de potássio que tem a China - maior consumidor do mundo - reforçando a produção doméstica.

O Brasil, um grande importador de fertilizante, pode consumir cerca de 7 milhões de t de potássio este ano, das quais cerca de 6,3 milhões de t seriam importadas, disse Petrov na entrevista.

A BPC fornece tradicionamente entre 32% e 33% das importações brasileiras.

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