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Faturamento das MPEs de SP deve ter alta recorde em 2010, diz Sebrae

Faturamento das MPEs de SP deve ter alta recorde em 2010, diz Sebrae

Atualizado: Terça-feira, 11 Janeiro de 2011 as 10:43

As micro e pequenas empresas (MPEs) de São Paulo devem fechar 2010 com um aumento de 8% no faturamento real (descontado a inflação) na comparação com o ano anterior. A projeção é do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), que antecipou ao G1 os números fechados de novembro, que apontaram uma expansão de 5,5% no mês sobre igual período de 2009.

"Olhando o acumulado no ano, 2010 será um ano inesquecível. Ainda não fechamos os números de dezembro, mas já podemos dizer que o comércio teve o melhor Natal dos últimos tempos", afirma Ricardo Tortorella, diretor superintendente do Sebrae-SP.

Confirmada a previsão de crescimento de 8% em 2010, será o maior avanço anual desde o início da série histórica da pesquisa do Sebrae, iniciada em 1998.

"O crescimento da micro e pequena empresa foi maior que o PIB, o que mostra que o setor não só saiu antes da crise como também foi menos afetado", afirma Tortorella. "As MPEs passaram a ser parte da cadeia de fornecedores da grande indústria. Hoje, de cada R$ 100 do PIB, R$ 20 vêm da micro e pequena empresa".

O superintendente do Sebrae destaca que de cada 100 empregos com carteira assinada abertos no país, 60 são no setor. O salário médio pago pelas MPEs, no entanto, não costuma chegar à metade do valor pago pelas grandes empresas. "Quando as micro e pequenas empresas crescem acima do PIB estamos garantindo o nível de emprego e possibilitando que o salário médio cresça", diz.

Em novembro, a receita total das empresas atingiu R$ 26,8 bilhões, R$ 1,2 bilhão a mais que o apurado em outubro de 2010 e R$ 1,4 bilhão acima do patamar registrado em novembro de 2009. É o melhor resultado para um mês de novembro desde 2004. Trata-se do 14º mês consecutivo com aumento real na receita das MPEs. Por segmentos, houve crescimento de 17,8% nos serviços, alta de 3,5% no comércio e queda de 3,8% na indústria.

Setor de serviços é destaque do ano

O setor de serviços deve fechar 2010 com um avanço entre 15% e 16%, beneficiado pelo aquecimento do mercado interno e pelo aumento da demanda por serviços. Na cidade de São Paulo, o Sebrae prevê que o número de PMEs do setor de serviços irá superar o do setor de comércio em 2011.

"Para cada turista que vem do exterior, temos cerca de 4 brasileiros se locomovendo, usando táxi, hospedando em hotéis e indo a bares, restaurantes", afirma Tortorella.

O setor de indústria por sua vez acumula alta de 11,5% entre janeiro e novembro. Já o setor de comércio registra avanço de 4,1%, mas deve ter um resultado consolidado melhor com a inclusão dos números do Natal.

O superintendente do Sebrae explica que as pequenas empresas da indústria foram as primeiras a sentir os impactos da crise econômica e, portanto, o período base de comparação não é tão deprimido. O peso da alta das importações também foi pequeno uma vez que o número de empresas exportadoras não chega a 2% do total de micro e pequenas empresas.

41% da MPEs esperam faturamento maior em 2011

Para 2011, as perspectivas seguem otimistas, mas a previsão é de um crescimento em ritmo menor, em comparação com 2010. "As atividades ligadas ao mercado interno, cujas vendas são mais dependentes da evolução da renda da população, poderão apresentar uma evolução relativamente mais favorável do que aquelas cujas vendas são mais dependentes de financiamento e de atividades relacionadas ao mercado externo", afirma o superintendente do Sebrae-SP.

Entre os donos de micro e pequenas empresas consultados pelo Sebrae-SP, 41% espera aumento no faturamento nos primeiros seis meses de 2011 e 27% manutenção da receita. Uma fatia de 32% não soube avaliar como o faturamento da empresa poderá evoluir.

Em São Paulo, existem 1,3 milhão de micro e pequenas empresas, sendo 11% da indústria, 57% do comércio e 32% de serviços. Tais empresas representam 98% do total de empresas do estado, 67% das ocupações do setor privado e 28% da receita bruta total do setor formal.

Para a composição da pesquisa, são entrevistados os proprietários de 2.716 MPEs, com a colaboração da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados).

Por: Darlan Alvarenga

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