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Fazenda mantém previsão de 3,8% para o crescimento de 2011

Fazenda mantém previsão de 3,8% para o crescimento de 2011

Atualizado: Sexta-feira, 9 Dezembro de 2011 as 3:19

O Ministério da Fazenda informou nesta sexta-feira (9), por meio do boletim "Economia Brasileira em Perspectiva", que a sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano permaneceu em 3,8%. Para 2012, a taxa de expansão estimada pelo Ministério da Fazenda permaneceu em 5%.

Os números para o crescimento da economia brasileira foram mantidos apesar de o PIB ter registrado crescimento zero no terceiro trimestre deste ano e do titular da pasta, ministro Guido Mantega, ter dito, nesta semana, que o crescimento deste ano ficaria mais próximo de 3,2% e que a taxa de expansão de 2012 oscilaria entre 4% e 5%. As previsões do Ministério da Fazenda para o crescimento do PIB do país continuam bem acima do que as perspectivas do mercado financeiro. Informações divulgadas nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central mostram que a estimativa de crescimento do mercado financeiro, para este ano, está em 3,09%. Para 2012, os economistas dos bancos preveem uma taxa de expansão de 3,48%.

"Do lado da demanda, o investimento seguirá crescendo mais do que o consumo das famílias, contribuindo, dessa forma, para o aumento sustentado da capacidade produtiva. A demanda doméstica continuará a ser o principal condutor da expansão econômica em 2011 e 2012. A difusão dos investimentos produtivos e a solidez do consumo das famílias sustentarão crescimento acima das expectativas de mercado ao longo dos próximos anos", informou o Ministério da Fazenda no boletim.

Emprego e renda

O Ministério da Fazenda avaliou ainda que, apesar da desaceleração do crescimento econômico nos últimos trimestres, o mercado de trabalho brasileiro continua mostrando sinais de robustez.

"A taxa de desemprego está nos menores patamares da série histórica (5,8% em outubro

de 2011) e a criação de postos formais de trabalho mantém-se forte. O vigor do mercado de trabalho brasileiro e as políticas sociais implementadas pelo governo federal garantem a

continuidade da melhora nos indicadores sociais, em especial, a distribuição da renda. Isso provoca a migração de mais pessoas na pirâmide social brasileira, fazendo surgir uma nova e abrangente classe média no país", informou o Ministério da Fazenda.

No acumulado de janeiro a outubro de 2011, o governo lembra que foram gerados 1,9 milhão de postos de trabalho, valor abaixo do total de 2,4 milhões criados no mesmo período de 2010, porém superior à média de 2003 a 2011. De janeiro de 2003 a setembro de 2011, por sua vez, foram criados cerca de 12,8 milhões de empregos celetistas, acrescentou.

"O fortalecimento da economia brasileira permitiu à taxa de desemprego do país atingir um dígito desde 2007. Desde o início de 2011, a referida taxa permanece em torno dos 6%, apesar de a atividade econômica já apresentar sinais de arrefecimento. Em outubro, a taxa de desemprego registrou 5,8%, menor percentual para o mês desde a reformulação da pesquisa de emprego em 2002", diz o boletim divulgado pelo Ministério da Fazenda.        

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