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Fed vê melhora na economia, mas mantém juros

Fed vê melhora na economia, mas mantém juros

Atualizado: Quinta-feira, 29 Abril de 2010 as 12

O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) manteve o juro dos Fed Funds - os títulos que lastreiam os empréstimos interbancários no overnight -  inalterado na faixa de zero a 0,25% ao ano, recorde de baixa em que está desde dezembro de 2008. A previsão de que os juros serão mantidos baixos por um "período prolongado" constou no comunicado divulgado ao fim do encontro do banco central americano.

O Fed disse que a economia continua a se fortalecer e ressaltou que o mercado de trabalho começou a melhorar, mas o desemprego, ainda alto, está contendo os gastos do consumidor.

Depois de sua reunião de março, o Fed havia dito que o mercado de trabalho estava se "estabilizando". O Fed reiterou que a inflação "deve continuar contida por algum tempo".

Venda de ativos. Em sua reunião, o Fed também discutiu como encolher o portfólio de mais de US$ 1 trilhão em títulos lastreados em hipotecas sem ferir a recuperação.

O comunicado de ontem reiterou que o Fed continuará a monitorar a economia e os mercados financeiros e ficará pronto para comprar ou vender ativos conforme o necessário. Mas as minutas da reunião podem mostrar a intensificação do debate dentro do banco central sobre a necessidade de vender ativos.

O presidente do Fed de Kansas, Thomas Hoeneg, foi o único dissidente entre os 10 membros-votantes do comitê de política monetária do Fed. Ele queria retirar a frase "por um período prolongado" do comunicado, como fez em janeiro e março.

Crescimento. O ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, disse que a economia está crescendo mais rápido do que se acredita e criticou a incapacidade dos EUA de cortar o orçamento. "A economia está acelerando mais rápido do que pensamos", afirmou. Ele disse, no entanto, que o governo dos EUA precisa prestar muita atenção no rendimento dos títulos do tesouro com vencimento em 10 e 30 anos.

"Se eles começarem a subir de forma significativa, isso sugeriria o fato de estarmos com problemas". Segundo ele, "uma vez que isso comece a acontecer, será preciso agir de forma relativamente rápida ou não conseguiremos deter" o avanço.

Ele criticou os ambientes político e cultural dos EUA por considerá-los aparentemente avessos a cortes nos gastos públicos. "O que me incomoda especificamente é que, nos últimos meses, estamos demonstrando uma absoluta incapacidade para cortar qualquer coisa", disse Greenspan.

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