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Financiamento habitacional da Caixa cresce 57% em 2010

Financiamento habitacional da Caixa cresce 57% em 2010

Atualizado: Sexta-feira, 11 Fevereiro de 2011 as 11:24

O financiamento habitacional da Caixa Econômica Federal, líder nesse segmento de crédito, totalizou o recorde de R$ 77,8 bilhões em 2010, incluindo arrendamentos e repasses, 57,2% a mais do que em 2009, segundo os dados divulgados pelo banco nesta sexta-feira.

Com isso a carteira habitacional atingiu a marca histórica de R$ 108,3 bilhões de saldo, com alta de 53,6% em relação ao valor contabilizado em dezembro de 2009.

O resultado foi impulsionado pelo Minha Casa, Minha Vida, que, desde o início da operação, em abril de 2009, soma 1.005.028 imóveis financiados com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Na segunda fase, o programa federal destinado a imóveis novos, com Habite-se (certificado de conclusão de obra) emitido a partir de março de 2009, vai beneficiar famílias com renda mensal de até R$ 4.900. O valor do imóvel pode chegar a R$ 170 mil, teto válido para as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Os recursos do FGTS financiam também moradias usadas, com os mesmos limites, mas, nesse caso, não há subsídio do governo federal para a compra da casa própria. Ao todo, foram liberados R$ 31 bilhões em 2010 para 389.675 moradias.

Já os financiamentos com recursos da caderneta de poupança, que não têm limite de renda nem do valor do imóvel, porém juros mais altos, atingiram R$ 27,7 bilhões em 203.931 unidades habitacionais.

LUCRO

O crédito habitacional impulsionou o resultado da Caixa, que fechou 2010 com lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, alta de 25,5% ante o ano anterior. O saldo total, considerando todas as operações de crédito, atingiu R$ 175,8 bilhões, com crescimento de 41,3% em 12 meses. Já as provisões para casos de inadimplência totalizaram R$ 11,1 bilhões, com aumento de 25,9%.

META

Apesar de a Caixa informar que pouco mais de 1 milhão de imóveis foram financiados pelo programa, segundo balanço obtido pela Folha, atualizado até 27 de dezembro, apenas 230 mil casas e apartamentos foram efetivamente entregues.  

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