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FMI vai a Portugal para preparar monitoração do progresso do país

FMI vai a Portugal para preparar monitoração do progresso do país

Atualizado: Segunda-feira, 30 Maio de 2011 as 12:14

LISBOA - O Fundo Monetário Internacional (FMI) chega nesta segunda-feira, 30, a Portugal para preparar o terreno para a monitoração da aderência do país aos termos do programa de ajuda financeira internacional de 78 bilhões de euros.

O FMI ficará em Lisboa hoje e amanhã para realizar alguns trabalhos preliminares antes de uma revisão mais abrangente em setembro, quando deverá ter início a primeira de muitas revisões sobre o progresso do país no cumprimento dos termos do socorro financeiro, segundo a agência portuguesa RTP Notícias.

"Haverá de fato uma missão do FMI (...), uma missão de assistência técnica, e ela vai analisar as finanças públicas e dar assistência técnica sobre administração financeira pública", afirmou a diretora de relações externas do FMI, Caroline Atkinson, segundo a RTP Notícias.

No começo deste mês Portugal fechou um acordo com o FMI, a União Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) para ajudar o país a lidar com o crescimento de suas necessidades financeiras. Portugal está enfrentando problemas com seu grande déficit orçamentário e com reformas estruturais destinadas a estimular um crescimento econômico robusto de longo prazo.

O FMI vai fornecer 26 bilhões de euros para Portugal durante um período de três anos, enquanto a União Europeia concordou em fornecer 52 bilhões de euros em empréstimos. O FMI já desembolsou cerca de 6,1 bilhões de euros em fundos para o país.

A visita do FMI segue-se a um fim de semana de confusão sobre os documentos relacionados ao programa de ajuda que Portugal assinou com a União Europeia. Agências de notícias locais afirmaram que um memorando de entendimento assinado pela União Europeia e pelos três principais partidos políticos portugueses em 3 e 4 de maio é diferente do documento final assinado pela União Europeia, pelo ministro de Finanças e pelo presidente do Banco Central de Portugal em 17 de maio.

José Sócrates, candidato do Partido Socialista ao cargo de primeiro-ministro e atual líder do governo interino, explicou que o documento final sofreu um processo de atualização para harmonizar o documento da União Europeia com o documento do FMI, segundo a agência estatal de notícias Lusa. As informações são da Dow Jones.

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