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Fora da Vale, Agnelli perderá R$ 15 milhões em remuneração

Fora da Vale, Agnelli perderá R$ 15 milhões em remuneração

Atualizado: Sexta-feira, 1 Abril de 2011 as 8:26

Ao sair da Vale, além de perder o prestígio de comandar a maior empresa privada do país e a segunda mais importante mineradora do planeta, seu atual presidente, Roger Agnelli, deixará de receber uma remuneração anual estimada em mais de R$ 15 milhões.

Em fato relevante divulgado ontem, a companhia informou que uma empresa internacional de seleção de executivos vai elaborar uma lista com três nomes para ajudar a definir quem vai assumir o cargo de diretor presidente após o término do mandato de Roger Agnelli.

Para 2010, a Vale projetou gastos de R$ 73,8 milhões em remunerações para a diretoria-executiva --ou R$ 9,2 milhões para cada um dos oito integrantes. Isso se a divisão fosse igualitária, o que não acontece, pois depende de algumas variáveis.

As despesas exatas com a folha de pagamento do primeiro escalão da companhia no ano passado não foram divulgadas ainda. Em 2009, os gastos ficaram em R$ 43 milhões, o correspondente a R$ 7,2 milhões para cada um dos seis diretores-executivos que comandavam a empresa em 2009. Em 2010, a Vale criou mais duas diretorias.

A empresa não informa separadamente os rendimentos de seus diretores. Divulga apenas o conjunto das despesas com salários, bônus e afins para a diretoria-executiva.

Na presidência, Agnelli abocanha a maior fatia dos rendimentos destinados à diretoria. Agentes do mercado estimam que ele tenha recebido mais de R$ 15 milhões. Entre as suas regalias, estão dois jatinhos e um helicóptero à disposição.

Uma parte da remuneração é fixa (32% em 2009) e outras dependem dos resultados (44%) e ações (9,3%).

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