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Fórum Econômico Mundial tem início nesta quarta-feira, em Davos

Fórum Econômico Mundial tem início nesta quarta-feira, em Davos

Atualizado: Quarta-feira, 26 Janeiro de 2011 as 10:08

O Fórum Econômico Mundial começa nesta quarta-feira (26) em Davos, reunião anual na qual participam os principais nomes da elite política e econômica mundial, com a missão de debater a nova realidade criada pela maior crise financeira e econômica global desde a Grande Depressão.

Ao menos 30 chefes de estado e de governo deverão fazer parte do encontro na estação alpina suíça, como a alemã Angela Merkel, o francês Nicolas Sarkozy, o britânico David Cameron, o colombiano Juan Manuel Santos e o mexicano Felipe Calderón.

Participam ainda o presidente da União Europeia, Herman van Rompuy, e cerca de seis comissários, além de Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu.

Os Estados Unidos estarão representados por Timothy Geithner, secretário do Tesouro.

Mesmo após o atentado de segunda-feira no principal aeroporto de Moscou, que causou 35 mortos, o presidente russo, Dmitri Medvedev, decidiu que irá ao encontro e deverá chegar a Davos a tempo de fazer o discurso inaugural, às 18h30 no horário local (15h30 de Brasília).

Medvedev, no entanto, reduzirá ao mínimo sua estadia em Davos para retornar imediatamente a Moscou.

O fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, resumiu o espírito desta nova reunião de Davos em um jornal alemão ao afirmar que após a crise se abre "uma era de modéstia".

"Nesta nova realidade, somos nós, as vítimas coletivas, que devemos construir o futuro mais seguro. E como nem os governos, nem as empresas sozinhas poderão superar a complexidade dos desafios globais, a fronteira entre economia e política será ainda menor", ressaltou.

Os riscos econômicos globais, o aumento dos preços dos produtos básicos, o grave desemprego e as dívidas soberanas serão alguns dos assuntos que centrarão as discussões econômicas até no domingo, quando concluirá a reunião.

Uma demonstração de que o mundo mudou está no número de participantes vindos da China e da Índia, que se multiplicou cinco vezes na última década. Justamente, os dois países são os que têm as delegações mais numerosas.

O Brasil, um dos países mais representados nos últimos anos, enviará uma delegação encabeçada pelo novo ministro das Relações Exteriores Antonio de Aguiar Patriota. A presidente Dilma Rousseff, entretanto, não viajará à Suíça.

Confiança de empresários

Organizadores e presidentes-executivos mostraram uma confiança cautelosa sobre a economia global na abertura do Fórum Econômico Mundial nesta quarta-feira, apontando uma série de riscos que ainda poderiam atrapalhar a recuperação econômica.

Klaus Schwab, que preside a reunião anual de executivos e políticos em Davos, destacou as oportunidades em países emergentes, enquanto uma pesquisa de confiança dos CEOs no evento mostrou que o otimismo está quase de volta aos níveis pré-crise.

"Há muitas oportunidades com os novos motores de crescimento do mundo", afirmou Schwab. "Nós nunca tivemos tantos representantes do Bric ... eles estão representados aqui com força total."

O tema oficial da reunião, "Normas Compartilhadas para a Nova Realidade", reflete um desejo de garantir que as novas potências partilhem os valores das potências tradicionais.

Apesar das perspectivas otimistas para os emergentes, os participantes do fórum devem discutir ameaças complexas que a economia mundial enfrenta, além de lançar uma rede de risco global para ajudar empresas, governos e organizações internacionais a se prepararem melhor.

A PricewaterhouseCoopers informou que 48% dos 1.201 CEOs consultados estavam "muito confiantes" sobre o crescimento de receitas nos próximos 12 meses --perto do nível de 50% atingido em janeiro de 2008 e bem acima da taxa de 31% vista há um ano.

"Eu acho que as empresas ainda estão incertas", disse Martin Sorrell, diretor-executivo do grupo publicitário WPP, à sessão de abertura do fórum.

"Nossos negócios cresceram ano passado, especialmente por causa dessa incerteza: uma indisposição do Ocidente para investir em capacidade, em aumentar o custo fixo. Os conselhos estão com medo de errar."

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