MENU

Funcionários voltam ao trabalho no porto de Pecém - CE

Funcionários voltam ao trabalho no porto de Pecém - CE

Atualizado: Sexta-feira, 6 Maio de 2011 as 4:25

Após encerrar a paralisação de 12 horas no porto de Pecém (a 68 km de Fortaleza), iniciada ontem, funcionários voltaram ao trabalho normalmente nesta sexta-feira.

Um dos sete sindicatos de trabalhadores que integra a frente de reivindicações afirma, no entanto, que novas manifestações podem acontecer e não descarta uma greve caso audiência com o governador do Estado, Cid Gomes (PSB), não seja atendida.

'Protocolamos um ofício solicitando audiência, mas até afora o governador não se pronunciou. Vamos organizar outras manifestações enquanto não nos atenderem', diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Ceará, Hernesto Luz.

De acordo com Luz, trabalham atualmente no porto de Pecém cerca de 3.600 funcionários divididos em turnos de 12 horas.

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão melhores condições de trabalho. 'Nos últimos seis meses, tivemos quatro acidentes com mortes, fora os que não matam, mas mutilam', afirmou Luz. Além disso, os sindicatos pleiteiam diminuição da jornada de trabalho além do aumento de 30% no adicional de risco de vida.

OUTRO LADO

A Cearaportos (Companhia de Integração Portuária do Ceará), empresa ligada à Secretaria de Infraestrutura do Estado e que gerencia o porto de Pecém, afirmou que as manifestações têm cunho político e que, no momento, não será possível atender às reivindicações dos trabalhadores.

'Primeiro porque a questão sobre os 30% no adicional de risco de vida está na Justiça e não será tomada nenhuma posição enquanto isso não for definido. Segundo, sobre as condições de trabalho, o porto passa por obras de ampliação no momento e é uma situação temporária', declarou o assessor da presidência da Cearaportos, Luciano Arruda.

Ainda de acordo com Arruda, as 12 horas de paralisação geraram um prejuízo de R$ 250 mil aos cofres da empresa. O assessor da presidência ressalta ainda que caso novas manifestações aconteçam, a Cearaportos cogita entrar com ação na Justiça contra os sindicatos.

veja também