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G20 promete preservar estabilidade e liquidez

G20 promete preservar estabilidade e liquidez

Atualizado: Sexta-feira, 23 Setembro de 2011 as 9:52

As maiores economias do mundo prometeram impedir que a crise de dívida da Europa prejudique os bancos e os mercados financeiros, dizendo que o fundo de resgate da zona do euro pode ser aumentado.

Sob pressão dos investidores para mostrar ação, os ministros das Finanças e banqueiros centrais do G20 disseram que tomarão todas as medidas necessárias para acalmar o sistema financeiro global.

'Nos comprometemos a tomar todas as ações necessárias para preservar a estabilidade dos sistemas bancários e dos mercados financeiros, conforme necessário', disse o bloco em comunicado divulgado na noite de quinta-feira.

Em sinal de que a zona do euro está trabalhando para aumentar a potência do fundo de resgate de 440 bilhões de euros, o comunicado do G20 disse que seus membros implementarão 'ações' para aumentar a flexibilidade do Instrumento Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF) e maximizar seu 'impacto' até a próxima reunião ministerial do grupo, em outubro.

Não houve detalhes sobre como o fundo poderia ser alterado, embora o ministro das Finanças francês, François Baroin, tenha usado a palavra 'alavancagem' em declarações a jornalistas.

Os Estados Unidos já propusera que a Europa poderia alavancar o EFSF, dando a ele mais poder para proteger a zona do euro e seus bancos.

Depois das reuniões, uma autoridade norte-americana disse que o G20 mostrara um elevado senso de urgência, mas não discutira um mecanismo específico para alavancar ou expandir o fundo de resgate.

Uma fonte do G20 disse que a referência ao EFSF no comunicado foi deixada ambígua para manter aberta a possibilidade de alavancar o fundo ou usá-lo para comprar dívida governamental nos mercados secundários.

EUROPA SOB PRESSÃO

Porém, a Europa recebeu intensa pressão dos EUA e de outros países para tomar medidas mais ousadas.

Mais cedo na quinta-feira, o secretário de Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, expressou otimismo de que a Europa devotaria mais de seus próprios recursos para apoiar a zona do euro e seus bancos.

'Eu estou muito confiante de que eles agirão na direção de expandir (sua) capacidade financeira efetiva', disse Geithner. 'Eles só estão tentando descobrir como chegar lá de forma que seja politicamente atraente.'

Os líderes do G7 destacaram anteriormente a necessidade de conter a crise de dívida e autoridades financeiras dos Brics -- incluindo Brasil, China e Índia -- disseram que considerariam dar mais capital ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar na estabilidade global.

Mas a Índia disse que os países em desenvolvimento não estão em boa posição para resgatar economias mais ricas e a autoridade dos EUA disse que o G20 não conversou sobre os emergentes darem mais fundos ao FMI.

Por sua vez, o presidente do banco central da China, Zhou Xiaochuan, disse que os emergentes deveriam incentivar sua demanda doméstica para compensar a lentidão causada pela fraqueza dos EUA e da Europa.

(Reportagem adicional de Daniel Flynn, Jan Strupczewski, Rachelle Younglai e Lesley Wroughton em Washington, Lionel Laurent e Julien Ponthus em Paris, Ross Finley em Londres, Lefteris Papadimas em Atenas, Martin Santa em Frankfurt).          

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