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G7 não é adequado para sanar efeitos da crise, diz Mantega

G7 não é adequado para sanar efeitos da crise, diz Mantega

Atualizado: Segunda-feira, 13 Outubro de 2008 as 12

G7 não é adequado para sanar efeitos da crise, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse neste domingo, dia 12 de outubro, que o G7 não é "adequado" para sanar os efeitos da atual crise financeira "porque deixa de fora os países emergentes". A informação é da BBC Brasil. O G7 é formado pelos países mais ricos do mundo: Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Itália, Japão, Alemanha e Canadá.

Os comentários do ministro foram feitos durante uma entrevista coletiva realizada na sede do FMI, após ele ter participado de uma reunião do G20 Financeiro, grupo formado pelos ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais das 20 maiores economias do mundo, no sábado à noite, que contou com a participação inesperada do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

"A presença do presidente Bush numa reunião do G20 realizada no FMI demonstra o interesse dele em que essas instituições tenham uma posição mais ativa para a solução da crise. Ele está prestigiando instituições que ele considera importantes para a solução da crise", afirmou Mantega.

Para o ministro, o G7 "está se movimentando para equacionar os problemas europeus, à semelhança do que fizeram os Estados Unidos". Já o G20, segundo ele, avança para "uma ação coordenada.''

Porém, de acordo com Mantega, o problema do G20 é não ter sido "talhado para enfrentar esse tipo de situação". "Seu objetivo era mais ser um fórum de discussão de problemas de fundo dos vários países. Ele tem uma conformação que impede uma atuação mais decisiva em problemas econômicos. Os ministros se reúnem apenas uma vez ao ano e ao longo do ano são os vices que fazem os encontros".

Mantega acredita que o órgão deveria passar a ter quatro encontros ao ano, como faz o Mercosul.

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