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Gol tem prejuízo de R$516,5 mi no 3o tri

Gol tem prejuízo de R$516,5 mi no 3o tri

Atualizado: Sexta-feira, 11 Novembro de 2011 as 10:04

 A Gol teve um prejuízo de 516,5 milhões de reais no terceiro trimestre, revertendo resultado positivo de um ano antes, pressionada por variação cambial e piora no desempenho operacional.

Quatro de cinco analistas do mercado ouvidos pela Reuters esperavam prejuízo para a companhia no trimestre, depois de a empresa ter reduzido, no início de agosto, sua previsão de margem de lucro operacional em 2011, de uma faixa de 6,5 a 10 por cento para entre 1 e 4 por cento.

O prejuízo do trimestre passado mostrou também piora na comparação com o segundo trimestre, quando havia sido negativo em 359 milhões de reais, e veio depois que a TAM divulgou, na véspera, prejuízo de 620 milhões de reais após lucro de 733,5 milhões um ano antes, também atingida por perdas com variação cambial.

O prejuízo do terceiro trimestre veio em meio a um salto no resultado financeiro negativo do grupo, que passou de 20,3 milhões de reais um ano antes para 573 milhões de reais. No período houve desvalorização de cerca de 19 por cento do real contra o dólar sobre a cotação do final do segundo trimestre, que pesa sobre as dívidas em moeda estrangeira da empresa e sobre os custos dolarizados do setor em que a empresa opera.

Em termos operacionais, o resultado também veio negativo, em 75 milhões de reais, algo esperado pelo mercado por conta dos altos preços dos combustíveis. A margem de lucro antes de juros e impostos (Ebit, na sigla em inglês) foi negativa em 4,1 por cento.

O custo por passageiro por quilômetro (Cask) da companhia aérea subiu 13,4 por cento de julho a setembro sobre um ano antes, para 15,39 centavos de real.

O yield, indicador de preços de tarifas cobrados pela empresa, foi 7,6 por cento menor no terceiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2010, a 18,33 centavos de real.

Apesar disso, a empresa informou nesta sexta-feira que o yield de outubro subiu para entre 20 e 25 centavos de real, crescendo cerca de 7 por cento sobre o mesmo período de 2010, num possível indicativo de recuperação do desempenho durante a temporada de férias de fim de ano.          

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