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Governo discute medidas para ajudar nova classe média, diz ministro

Governo discute medidas para ajudar nova classe média, diz ministro

Atualizado: Quinta-feira, 11 Agosto de 2011 as 1:34

Ministro Moreira Franco, da Secretaria de Assuntos

Estratégicos, fala no programa 'Bom Dia Minsitro'

(Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil)

  A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência e o Ministério da Fazenda discutem atualmente medidas a serem tomadas para ajudar as pessoas que saíram da pobreza e entraram na classe média a enfrentar os efeitos da crise financeira global no Brasil, informou o ministro da SAE, Moreira Franco, durante o programa "Bom Dia Ministro".

"Temos que nos preparar para os possíveis efeitos da crise. Temos empenho, compromisso, de evitar que os ganhos desses brasileiros [nova classe média] sejam perdidos. Todas as medidas serão tomadas e estamos desde agora nos antecipando, não queremos correr atrás do prejuízo. (...) Algumas medidas estão sendo negociadas com o Ministério da Fazenda e etamos chamando esse forço de desenhar políticas públicas para garantir que funcione como uma trava", disse Moreira Franco.     De acordo com o ministro, "dentro de muito pouco tempo" as medidas serão apresentadas à presidente Dilma Rousseff como "soluções que serão adequadas à realidade concreta".

O ministro afirmou que entre as medidas está uma bolsa para o trabalhador de carteira assinada com renda mais baixa. A ideia é que haja ampliação dos benefícios já existentes como qualificação profissional, abono salarial do PIS/PASEP, e salário família.

"Precisamos estimular o trabalhador, não só dar apoio ao desempregado, mas ao empregado, aquele que está precisando. Garantir não só seu emprego, mas melhorar a formação profissional", disse Moreira Franco.

Segundo o ministro, o governo deve "acompanhar preventivamente a crise". "O grande legado do presidente Lula foi colocar na base da economia um novo grupo de brasileiros. Nossa obrigação agora é manter esse patrimônio."

Moreira Franco disse ainda avaliar que a crise não provocará "efeitos catastróficos" na economia. "Não serão efeitos catastróficos que tínhamos no passado. Éramos uma economia frágil, qualquer vento fora de eixo provocava aqui uma tempestade. Agora, não. Na crise de 2008 e 2009, enfrentamos e até transformamos limão em limonadas. Hoje temos condições macroeconômicas para reagir."

Inflação

Para o ministro, é preciso combater a inflação no país com aumento de produtividade. "Inflação se combate aumentando a prta me diz ai odutividade e a qualificação profissional. Fazer com que as empresas consigam produzir mais com custos menores. Provoca baixa de preço, aumento de produtos no mercado e a consequência é que não vai provocar desemprego, queda de produção, e a economia gira com desempenho maior."          

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