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Governo não vai mudar IOF, afirma Guido Mantega

Governo não vai mudar IOF, afirma Guido Mantega

Atualizado: Terça-feira, 27 Setembro de 2011 as 2:31

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira (27) que o governo não pretende fazer mudanças na cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).  "Não vamos mudar o IOF. Não há previsão de mudar o IOF", disse. "O governo não está preparando novas medidas. O governo já tomou medidas e está fortalecendo a área fiscal", completou.

No final de julho, diante de um cenário de queda acentuada da cotação do dólar, o governo decidiu taxar em até 25% as operações feitas por investidores brasileiros e estrangeiros no Brasil com instrumentos financeiros chamados de derivativos financeiros , usados como apostas das empresas e bancos, brasileiros e estrangeiros no mercado futuro - que pressionam para baixo a cotação do dólar.     Essa cobrança do IOF, disse Mantega à época, funcionaria como um "pedágio" contra a especulação no mercado futuro.Com a maior taxação o volume de dólares que entra no país tende a diminuir, o que reduziria a cotação. Os derivativos cambiais têm grande influência na formação de preços da moeda norte-americana no mercado à vista. Com a acentuação da crise no cenário exterior, no entanto, o dólar teve forte valorização ante o real, levando o mercado a acreditar que o governo poderia retroceder na taxação sobre os derivativos.

Crise grega

Mantega também reiterou que o governo não está mais preocupado agora com a crise do que estava antes.

Ele afirmou que não vê possibilidade de "default" (calote) da Grécia nesta semana. Ele disse que pôde constatar, durante a reunião do G-20, na semana passada, que a Grécia tem cumprido todas as obrigações com o fundo europeu e o Fundo Monetário Internacional (FMI). "A Grécia está cumprindo as obrigações. Não há nada iminente, pelo contrário. Os mercados estão mais tranquilos hoje."

Mantega disse que, enquanto a Grécia cumprir com estas obrigações, vai receber recursos para os vencimentos da dívida. "Olhei detalhadamente as contas da Grécia e me parecem sustentáveis", disse, em breve pronunciamento na portaria do Ministério da Fazenda.

Fundo europeu

Mantega avaliou que o caminho a seguir para tentar conter os efeitos nocivos da crise das dívidas nos países europeus é a aprovação, o quanto antes, do novo fundo financeiro do continente para ajudar as economias em maior dificuldade. "A exemplo do que o FED (banco central norte-americano) fez nos Estados Unidos, esse fundo (europeu) tem de ser aprovado logo para que a situação fique sob controle. Mas, mesmo assim, a crise vai continuar", afirmou o ministro.

Para Mantega, a criação desse fundo "tem que ser feito com rapidez". A União Europeia está demorando "um pouco" para resolver seus problemas, segundo ele.

Mantega explicou que a alternativa do fundo europeu servirá para evitar uma "agudização" da crise, mas não evitará uma recessão nas economias norte-americanas e europeias. Para o ministro, "o Brasil está preparado para enfrentar essa situação difícil".          

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