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Grécia cumprirá cortes prometidos, diz primeiro-ministro

Grécia cumprirá cortes prometidos, diz primeiro-ministro

Atualizado: Terça-feira, 27 Setembro de 2011 as 10:28

O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, afirmou que pode "garantir" que a Grécia cumprirá todas as promessas de austeridade feitas para receber seu primeiro pacote de ajuda de 110 bilhões de euros, e reafirmou que o país conseguirá registrar um superávit primário orçamentário no próximo ano. As afirmações foram feitas nesta terça-feira (27), antes da reunião do premiê grego com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel.

Merkel cumprimenta Papandreou no evento da Federação das Indústrias da

Alemanha em Berlim nesta terça-feira (27) (Foto: Henning Schacht/Bundesregierung/Pool/Reuters)

  Segundo Papandreou, a Europa deveria parar de brigar e se concentrar em suas propostas e projetos de reformas, tais como a introdução do imposto sobre transações financeiras, ou a taxa sobre as emissões de dióxido de carbono, que poluem a atmosfera.

Em discurso na Federação das Indústrias Alemãs (BDI, na sigla em inglês), o primeiro-ministro pediu um avanço imediato nas reformas institucionais necessárias para resistir à maior pressão dos mercados financeiros.   Na sua opinião, a zona do euro precisa agora ir adiante com as medidas planejadas para sua integração fiscal a fim de estabilizar a união monetária. "Nós precisamos expandir a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, em inglês) e formar uma mecanismo permanente para estabilidade e solidariedade econômica."

Votação

A Câmara Baixa do Parlamento da Alemanha votará na quinta-feira sobre a legislação para aumentar a capacidade de empréstimo efetiva da EFSF para 440 bilhões de euros, dos 250 bilhões de euros atuais.

Merkel está enfrentando uma rebelião de alguns formuladores de políticas públicas dentro da sua coalizão governamental de centro-direita sobre a votação, mais a principal oposição na Alemanha afirmou que apoiará as mudanças no fundo.

Papandreou declarou que seu país está fazendo tudo o que pode para reconquistar a confiança do mercado e acabar com a má gestão econômica e política dos últimos anos, que causou a atual crise da dívida soberana. "Nós voltaremos ao crescimento e prosperidade depois desse período de dor", disse o primeiro-ministro. "O que estamos fazendo é nada menos do que o renascimento de uma nação."

A chanceler alemã ressaltou nesta terça-feira a importância do Parlamento europeu aprovar as mudanças no fundo de resgate da zona do euro e destacou ser contra a introdução de outros programas de estímulo econômico. "Estou muito satisfeita que a Federação das Indústrias da Alemanha tenha apontado o euro como nosso futuro comum e, portanto, a aprovação do fundo europeu é de muita, muita significância", disse Merkel em discurso na federação.

Merkel disse que as nações do ocidente industrializado estão expostas ao ataque dos mercados, em consequência do elevado endividamento de carregam e que, dessa forma, rejeita as ideias de novos pacotes de estímulo econômico. "Não estamos disponíveis para outros programas de estímulo econômico", disse Merkel. "A ideia de que o crescimento só pode ocorrer com mais dívida é uma ideia errada", afirmou a chanceler. As informações são da Dow Jones.              

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