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Grécia pede primeira parte da ajuda de emergência da UE e do FMI

Grécia pede primeira parte da ajuda de emergência da UE e do FMI

Atualizado: Terça-feira, 11 Maio de 2010 as 10:06

No title A Grécia receberá amanhã o primeiro aporte de 5,5 bilhões de euros do FMI (Fundo Monetário Internacional) como parte da ajuda externa estipulada com a União Europeia para salvar o país da falência, informou nesta terça-feira uma fonte do ministério das Finanças grego.

Para isso, Atenas apresentará hoje a solicitação diante da União Europeia e do FMI para o desembolso total de 20 bilhões de euros de assistência, como parte do pacote de 110 bilhões de euros por três anos destinados para salvar sua economia.

A fonte do ministério disse ainda que o pedido será feito por carta que será enviada ao FMI, à Comissão Europeia e ao Banco Central Europeu para ativar o mecanismo criado em março pela zona do euro.

Nos próximos dias, o país deve receber 14,5 bilhões de euros da União Europeia e os 5,5 bilhões de euros do FMI, que deverão ser feitos amanhã. No próximo dia 19, vence o pagamento de um bônus de 9 bilhões de euros.

Desta última quantidade, 3 bilhões de euros serão a 1,3% de juros, e os 2,5 bilhões de euros, a 2,5%.

"O primeiro lance da ajuda estará destinado para cobrir as necessidades de pagamento de maio e junho, e parte dele irá aos bancos", afirmou a fonte.

A Bolsa de Atenas registrou hoje uma queda de 1,31% em sua abertura, aos 1.754 pontos, e refletia o nervosismo dos mercados depois que a agência de classificação de riscos Moody's anunciasse ontem que nas próximas semanas poderia diminuir a classificação da solvência grega.

A Bolsa de Atenas reagiu ontem ao anúncio do grande fundo de resgate para o euro com uma forte alta de 9,13%.

Pacote

Ontem, o governo grego aprovou a reforma das aposentadorias, um dos eixos do plano de austeridade, que prevê fortes cortes nos benefícios e um aumento da idade de aposentadoria para 65 anos. O parlamento grego tinha dado luz verde, na última quinta-feira, ao conjunto do plano de ajuste decidido pelo governo socialista em troca da ajuda financeira para evitar a quebra do país.

A União Europeia anunciou um pacote orçado em 750 bilhões de euros (quase US$ 1 trilhão) para defender a moeda europeia e impedir a criação de uma crise sistêmica na região. Desse montante, uma parcela de 250 bilhões de euros virá do FMI.

Parte dos 750 bilhões de euros vão servir para uma ação fundamental: a compra pelo BCE (Banco Central Europeu) de títulos de dívida privada e pública das economias mais problemáticas, como Grécia e Portugal.

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