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Grupo Effa para produção da Lifan por excesso de estoque

Grupo Effa para produção da Lifan por excesso de estoque

Atualizado: Terça-feira, 27 Setembro de 2011 as 2:36

A fábrica do Grupo Effa no Uruguai, que apenas monta os modelos Lifan 320 e 620, está parada por excesso de estoque. De acordo com o grupo, 3 mil carros estão no pátio e, por isso, a paralisação será por tempo indeterminado. Assim, o problema é de planejamento e não está relacionado ao aumento da cobrança de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) no Brasil sobre veículos importados.

Para se ter ideia do acúmulo de carros, de janeiro a agosto foram vendidas no atacado o total de 2.516 unidades dos dois modelos. O melhor mês de vendas foi maio, com quase 700 carros comercializados. Todos os 400 funcionários da fábrica foram demitidos, já que o grupo não pode estabelecer um prazo para a normalização dos estoques — tudo depende da demanda do mercado.

Lifan 320 é montado no Uruguai e exportado para o Brasil (Foto: Divulgação)

  De acordo com o grupo Effa , do empresário uruguaio Eduardo Effa, parte dos trabalhadores será recontratada quando a linha de montagem for reestabelecida. Os carros vêm da China desmontados, no chamado sistema de CKD. A importadora reforça que os modelos Effa não são afetados pelo problema, já que o grupo compra os veículos de diversos fabricantes chineses e revende no Brasil sob a marca.   IPI

O grupo deve se posicionar ainda nesta terça-feira (27) sobre as mudanças às quais as operações serão submetidas por causa do aumento do imposto. No entanto, o Grupo Effa afirma que até o próximo mês não haverá alteração de preços. Além disso, quando o reajuste tiver de acontecer, ele será parcialmente passado para o consumidor, para os produtos não perderem a competitividade.

Isso inclui os caminhões JMC. Atualmente, o modelo de 4 toneladas sai por R$ 65 mil reais, enquanto os concorrentes brasileiros custam cerca de R$ 90 mil.

A medida anunciada pelo governo obriga o aumento de 30 pontos percentuais no IPI dos carros importados e pode elevar o preço desses produtos em 25% a 28%. A nova cobrança será aplicada a veículos que venham de fora do Mercosul e do México. Segundo o ministro Guido Mantega, a alta valerá até dezembro de 2012.            

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