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Hotelaria não está pronta para a Copa no Brasil

Hotelaria não está pronta para a Copa no Brasil

Atualizado: Quarta-feira, 14 Julho de 2010 as 2:40

Enquanto preocupações com estádios e transportes tiram o sono dos responsáveis por organizar a Copa do Mundo no Brasil em 2014, especialistas de outros setores dizem estar a poucos passos da situação ideal para fazer bonito durante o torneio. Um dos exemplos é o da rede hoteleira. Ela "não será problema em 2014", disse, ao site EXAME, o ministro do Turismo, Luiz Barretto. Opiniões à parte, os fatos apontam cidades bem resolvidas nesta área, como São Paulo e Rio de Janeiro. Em contrapartida, outros municípios oferecem dois grandes riscos que precisam ser evitados: a superlotação, e a criação de vagas que, depois do Mundial, se tornarão ociosas pela falta de demanda. Em grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, nas contas da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), são necessários, no mínimo, 40 mil quartos em hotéis para 2014. São Paulo conta desde já com esta quantidade. Na capital fluminense, há atualmente 27 mil quartos, mas o número deve crescer nos próximos anos. "Mais de cinco mil quartos estão sendo construídos ou reformados no Rio. O reparo em grandes hotéis como o Meridien e o Glória estão na fase final, e há previsão de grandes empreendimentos na Barra da Tijuca", afirma o presidente da ABIH, Álvaro Bezerra de Mello.

Para incentivar a expansão da rede em todo o país, o Ministério do Turismo anunciou, em fevereiro deste ano, o lançamento da "Pró Copa". Trata-se de uma linha de financiamentos do BNDES específica para o setor. Inicialmente, estavam previstos um bilhão de reais para a construção ou a reforma de hotéis. Porém, de acordo com o ministro Luiz Barreto, as empresas receberam bem a ideia, e será necessário aumentar este valor.

"Se todos os projetos em análise ou em fase de negociação forem confirmados, já teremos 973 milhões de reais comprometidos em financiamentos. Estou conversando com o BNDES para estender a linha, e há simpatia do banco para isso", disse Barreto. Segundo o ministro, outros 11 bilhões de reais compõem uma carteira de investimentos de grandes bandeiras de hotéis nacionais e internacionais que pretendem ampliar seus negócios por todo o país.

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