IBGE divulga dados incompletos de desemprego pelo segundo mês

IBGE divulga dados incompletos de desemprego pelo segundo mês

Fonte: Globo.comAtualizado: quinta-feira, 24 de julho de 2014 15:44
Desemprego
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desemprePelo segundo mês seguido, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga os dados sobre o desemprego no país de forma incompleta - consequência da greve de seus servidores, que já dura dois meses.
Foram apresentados apenas os dados completos das regiões metropolitanas de Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo em junho. Ficaram de fora as regiões metropolitanas de Salvador e Porto Alegre.

"O atraso nas etapas de coleta, apuração, crítica, análise e avaliação da qualidade do dado coletado foi devido à paralisação dos servidores do IBGE, impossibilitando a divulgação completa na data prevista no calendário de divulgação. Posteriormente, em data ainda não definida, está prevista a divulgação dos dados completos do mês de junho incluindo as regiões metropolitanas de Salvador e Porto Alegre", justificou o IBGE, em nota.

A taxa de desemprego teve o maior recuo no Recife, passando de 7,2% em maio para 6,2% no mês seguinte. No Rio de Janeiro, o índice foi de 3,4% a 3,2%. Já em Belo Horizonte, o desemprego teve leve aumento, de 3,8% para 3,9%. Em São Paulo, a taxa foi mantida em 5,1%.
Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo registram a menor taxa da sua série para o mês de junho, informou a técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE (COREN), Adriana Araújo Beringuy.

"A tendência de redução de desocupação pesou mais do que a própria evolução da mão de obra. Por isso essa taxa para comparação mensal em Recife”, explicou Adriana.
De acordo com o IBGE, o número de pessoas sem trabalho, mas que estão procurando emprego, ficou estável de maio para junho. No entanto, na comparação com o sexto mês do ano anterior, foi registrada queda de 24,3% em São Paulo e de 40,3% no Rio de Janeiro. O contingente de desocupados não aumentou nem caiu no Recife e em Belo Horizonte.
Também mostrou estabilidade o número de pessoas ocupadas com carteira assinada na comparação com maio e com junho do ano passado. Já os empregados sem carteira assinada não registrou variação de um mês para o outro. Porém, frente a junho de 2013, os dados mostram que São Paulo registrou queda de 17,7%. Nas outras regiões, houve estabilidade.

Salário
O salário dos trabalhadores diminuiu 1% no Recife, 2,2% em Belo Horizonte, 0,5% no Rio de Janeiro e 1,6% em São Paulo. Na comparação com um ano atrás, o rendimento subiu no Recife (3,9%), no Rio de Janeiro (6,5%) e em São Paulo (0,6%).
“Em São Paulo, a gente pode dizer que a indústria e o comércio impactaram a queda do rendimento na região. São setores que absorvem muita mão de obra na região. Já no Rio de Janeiro, a redução veio do comércio e dos serviços prestados pelas empresas”, afirmou.

Greve
Os servidores do IBGE estão em greve desde 26 de maio. O sindicato dos servidores, Assibge, reivindica que o instituto seja tratado como órgão de Estado e não de governo. Os servidores pedem ainda autonomia técnica, reforço no orçamento condizente com plano de trabalho, valorização salarial e patamar do ciclo de gestão.
“O principal impedimento que temos de construir uma saída da greve é que nós temos quase 200 demitidos”, declarou Ana Magni, diretora do ASSIBGE, sobre os contratos temporários que foram encerrados durante a greve. “Os temporários são quase a metade do quadro técnico”, completou.
Segundo Magni, até março eram 5.760 efetivos e 4.800 temporarios. Já de acordo com o IBGE, são 4339 temporários e cerca de 5.900, efetivos.

Pesquisa incompleta
Segundo a técnica de Trabalho e Rendimento do IBGE, o percentual de entrevistas realizadas em Recife foi de 85,8%, São Paulo, 89,6%, Belo Horizonte, 92%, e Rio de Janeiro 89,6%. “Esse percentual possibilita a divulgação dos dados permitindo controle e supervisão”, afirmou.

Ainda de acordo com ela, os dados de Salvador e Porto Alegre do mês de maio já foram coletados, mas passam pela análise. “Trabalho de controle supervisão ainda está sendo realizado porque foram deslocados funcionários de outras localidades, que não são familiarizados com a região. Então, esse trabalho está sendo mais demorado porque não estou trabalhando com equipe local”, explicou.

“Pode ser que tenha atraso na coleta em junho, mas sobretudo na análise dos dados que estão sendo coletados. Porque nessas regiões não tenho só técnicos paralisados, tenho coordenadores e supervisores também”, completou.

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