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IGP-DI acelera para 0,98% em janeiro, diz FGV

IGP-DI acelera para 0,98% em janeiro, diz FGV

Atualizado: Terça-feira, 8 Fevereiro de 2011 as 11:04

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou em janeiro, para 0,98%. Em dezembro de 2010, a variação fora de 0,38%. Em 12 meses, o índice acumula alta de 11,27%. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (8) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) ficou em 0,96% em janeiro, contra 0,21% no mês anterior a esse. O índice relativo a bens finais apresentou queda, de 0,16%. Em dezembro, a taxa fora de -0,60%. A principal contribuição partiu do avanço de preços do subgrupo alimentos in natura (de -7,59% para -1,33%). O índice de bens finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de -0,11%, depois de não ter variado no mês anterior.

O índice relativo ao grupo bens intermediários passou de 0,53% para 0,81%. O subgrupo materiais e componentes para a construção influenciaram resultado, já que a taxa de variação passou de uma queda de 0,21% para uma alta de 0,67%. O índice de bens intermediários (ex), calculado depois da exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, ficou em 0,85%, contra 0,57% em dezembro.

Já em relação às matérias-primas brutas, o índice acelerou de 0,74%, em dezembro, para 2,46%, em janeiro. Exerceram as principais influências: minério de ferro (de -1,53% para 3,69%), bovinos (de -4,80% para -0,08%) e algodão em caroço (de 3,99% para 18%). Na contramão, estão aves (de 7,29% para -5,77%), soja em grão (de 1,96% para 0,10%) e suínos (de -1,89% para -6,65%).

Preços ao consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou de 0,72% em dezembro para 1,27% em janeiro. Das sete classes de despesa, quatro tiveram significativas acelerações, com destaque partindo de educação, leitura e recreação (de 0,37% para 4,01%). Dentro desse grupo, o item cursos formais variaram 6,82%.

Ficaram maiores também os gastos com transportes (de 0,59% para 2,69%), despesas diversas (de 0,51% para 1,25%) e habitação (0,29% para 0,34%). Na contramão, registraram desaceleração de aumentos os gastos com vestuário (de 0,80% para -0,12%), alimentação (de 1,43% para 1,36%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,53% para 0,46%).

Custo da construção

Em janeiro, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de 0,67% para 0,41%. Dos três componentes do índice, apenas mão de obra apresentou desaceleração (de 1,28% para 0,12%). Em sentido inverso, a taxa do grupo materiais e equipamentos passou de 0,05% para 0,35%, enquanto a do grupo serviços avançou de 0,24% para 1,95%.

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