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Importações batem recorde em janeiro estimuladas pelo dólar barato e compra de máquinas

Importações batem recorde em janeiro estimuladas pelo dólar barato e compra de máquinas

Atualizado: Terça-feira, 2 Fevereiro de 2010 as 12

Estimuladas pelo dólar barato e pelos investimentos em máquinas usadas na produção, as importações bateram recorde em janeiro. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a média diária das compras externas no mês passado somou US$ 561 milhões, o maior valor registrado para o primeiro mês do ano.

Segundo o ministério, a média diária é mais adequada para comparar o volume de comércio exterior entre os meses porque exclui variações provocadas por diferenças no número de feriados e fins de semana. Se for levado em consideração o valor absoluto, as importações em janeiro somaram US$ 11,471 bilhões, menos que os US$ 12,355 bilhões obtidos no mesmo mês de 2008.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, afirmou que a alta nas importações não preocupa o governo brasileiro, por enquanto. Isso porque cerca de 70% das compras externas são de bens de capital e matérias-primas que são aplicadas na produção interna.

Barral admitiu que o dólar influencia as importações, mas considerou o estímulo às exportações mais importante que as restrições às compras externas. "O dólar está baixo, mas ainda não observamos uma explosão nas importações, a não ser em itens específicos. A preocupação é com competitividade dos produtos brasileiros no exterior. Não com o efeito dessas importações sobre a economia brasileira", destacou.

Na avaliação do secretário, a recuperação da economia brasileira também está aumentando a demanda por produtos do exterior. "O aumento das importações não se deve somente ao câmbio. Também se deve ao crescimento da economia, que gera maior consumo pela população. O Brasil está cada vez mais um destino prioritário em todo mundo", disse.

Barral voltou a afirmar que o governo prepara medidas de estímulo às exportações, como a redução de impostos, a diminuição da burocracia e a agilidade na liberação de crédito. Ele confirmou que, entre as ações estudadas, está a ampliação do drawback - mecanismo de isenção de impostos para mercadorias produzidas para serem vendidas no mercado externo. O secretário, no entanto, não informou quando alguma medida será anunciada.

"Não há operações simples em comércio exterior. Temos dezenas de tarefas a serem feitas. Várias reuniões com o presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] estão sendo feitas para saber o que pode ser ampliado rapidamente", afirmou Barral.

Por: Wellton Máximo

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