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Inadimplência do consumidor sobe 3% em agosto, aponta Serasa

Inadimplência do consumidor sobe 3% em agosto, aponta Serasa

Atualizado: Segunda-feira, 12 Setembro de 2011 as 11:31

A inadimplência do consumidor subiu 3% em agosto sobre julho, de acordo com indicador da empresa de análise de crédito Serasa Experian , divulgado nesta segunda-feira (12). A variação praticamente repete o comportamento de julho, que foi de 2,9%.

    Na comparação com agosto do ano passado, a inadimplência do consumidor cresceu 29,2%. No acumulado dos oito primeiros meses de 2011, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o índice subiu 23,4%, diz a Serasa.

Os altos juros do crédito e as compras parceladas no Dia dos Pais continuaram a impactar a inadimplência do consumidor em agosto, avaliam os economistas da Serasa.

Além disso, o aumento nos registros de dívidas não honradas junto aos bancos reafirma a leve alta do índice. “O pagamento da 1ª parcela do 13º salário, em novembro, pode dar um fôlego extra às finanças do consumidor, que poderá priorizar o pagamento das dívidas assumidas anteriormente”, dizem os economistas.

Na decomposição do indicador, a inadimplência com os bancos segue como a principal responsável pela alta do índice mensal, com crescimento de 6% (contribuição de 2,9 pontos percentuais na variação total).

Os cheques sem fundos também colaboraram para a alta do indicador com variação de 4,5% (0,5 p.p). Os títulos protestados tiveram impacto neutro no índice e as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) apresentaram queda de 0,8%, com contribuição negativa de 0,3%.

Valor das dívidas

De janeiro a agosto deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, o valor médio das dívidas com os títulos protestados subiu 14,8%, para R$ 1.347,17. Os cheques sem fundos e as dívidas com os bancos também apresentaram alta de 8,2% e 0,5%, respectivamente, para R$ 1.336,38 e R$ 1.326,73. As dívidas não bancárias tiveram queda de 14,1%, para R$ 323,27.          

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