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Inflação na zona do euro fica em 3% em setembro e é a maior em 3 anos

Inflação na zona do euro fica em 3% em setembro e é a maior em 3 anos

Atualizado: Sexta-feira, 14 Outubro de 2011 as 9:29

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da zona do euro acumulou alta de 3,0% no período de 12 meses encerrado em setembro, a maior desde outubro de 2008, acelerando-se frente aos 2,5% em 12 meses até agosto.

Essa taxa supera a meta do Banco Central Europeu (BCE), de 2%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14) pela agência de estatísticas da região, a Eurostat, e vieram de acordo com as estimativas de analistas e com os números preliminares divulgados no fim do mês passado.

Transportes (5,9%) e habitação (5%) puxaram a taxa anual para cima. Na comparação de setembro com agosto, o IPC teve alta de 0,8%, também conforme esperado, com destaque para os preços de vestuário.

Em setembro, as taxas anualizadas mais baixas foram observadas na Irlanda (1,3%), Suécia (1,5%) e República Checa (2,1%). As maiores foram vistas na Estônia (5,4%) e na Lituânia (4,7%). Em relação a agosto, a inflação desacelerou em sete países membros, ficou estável em cinco e acelerou em 14.

Na União Europeia, a inflação anual ficou em 3,3% em setembro, acima da taxa de 2,9% verificiada em agosto. Já no mês, o índice teve variação de 0,6%.

Déficit comercial

Uma alta acentuada das exportações ajudou a zona do euro a registrar um déficit comercial menor em agosto, segundo dados também divulgados nesta sexta pela Eurostat. As exportações subiram 14% nos 12 meses até agosto, enquanto as importações aumentaram 11%. Como resultado, o déficit comercial da zona do euro recuou 46,03% em agosto, para 3,4 bilhões de euros, de 6,3 bilhões de euros no mesmo período do ano passado.

Os economistas tinham previsto uma redução do déficit comercial para 4 bilhões de euros.

A Eurostat revisou em baixa o superávit comercial da zona do euro em julho para 2,5 bilhões de euros, dos 4,3 bilhões de euros inicialmente reportados. O valor ficou abaixo do superávit comercial de 4,6 bilhões de euros registrado em julho do ano passado.          

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