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Inflação no varejo ganha força e sobe 0,88% na 1ª prévia de março

Inflação no varejo ganha força e sobe 0,88% na 1ª prévia de março

Atualizado: Segunda-feira, 8 Março de 2010 as 12

A inflação mensurada pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) ganhou força. O índice subiu 0,88% até a quadrissemana encerrada em 7 de março, taxa maior do que a apurada no IPC-S anterior, de até 28 de fevereiro, que mostrou alta de 0,68%. A informação foi anunciada nesta segunda-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ainda segundo a FGV, das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador, cinco apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços, da quarta quadrissemana de fevereiro para a primeira quadrissemana de março. A taxa maior do IPC-S da quarta quadrissemana de fevereiro para a primeira quadrissemana de março (de 0,68% para 0,88%) foi influenciada por um cenário de inflação mais intensa nos preços dos alimentos, no mesmo período (de 1,16% para 1,95%). Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), no grupo alimentação 17 dos 21 produtos que compõem a classe de despesa apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços. O destaque ficou por conta de hortaliças e legumes, que representou mais de 50% da variação de preços dos alimentos no período e cuja taxa de inflação quase dobrou (4,55% para 8,19%).

Das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice, cinco apresentaram aumentos mais intensos ou fim de deflação, entre a quarta quadrissemana de fevereiro e a primeira quadrissemana de março. Além de alimentação é o caso de habitação (de 0,33% para 0,34%); saúde e cuidados pessoais (de 0,43% para 0,47%); educação, leitura e recreação (de -0,02% para 0,07%); e despesas diversas (de 0,37% para 0,42%).

Já as duas classes de despesa restantes apresentaram deflação mais intensa ou desacelerações, no mesmo período. É o caso de vestuário (de -0,62% para -0,70%); e de transportes (de 1,74% para 1,38%).

Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, a FGV informou que as altas mais expressivas foram registradas em tomate (39,28%); tarifa de ônibus urbano (1,89%); e açúcar refinado (11,85%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em maçã nacional (-20,14%); cenoura (-11,79%); e alcatra (-3,33%).

Por: Alessandra Saraiva

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