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Inflação nos EUA atinge maior nível desde 2008

Inflação nos EUA atinge maior nível desde 2008

Atualizado: Sexta-feira, 13 Maio de 2011 as 12:56

WASHINGTON - A inflação ao consumidor dos Estados Unidos atingiu o maior nível em dois anos e meio, com os preços de alimentos e energia subindo, mas há poucos sinais de uma inflação mais ampla e problemática para o Federal Reserve.

O Departamento de Trabalho dos EUA informou nesta sexta-feira que o índice de preços ao consumidor subiu 0,4 por cento em abril, em linha com as expectativas do mercado, após uma alta de 0,5 por cento em março.

A alta, de acordo com as expectativas de economistas, levou a taxa anual de inflação para 3,2 por cento, a maior desde outubro de 2008.

O núcleo dos preços -- que exclui a volatilidade dos custos de alimentos e energia -- subiu apenas 0,2 por cento. Em 1,3 por cento, a inflação anual do núcleo é a maior desde fevereiro do ano passado. O Federal Reserve, porém, gostaria de ver essa taxa mais perto de 2 por cento.

A forte elevação dos preços de alimentos de energia nos últimos meses apertou o orçamento dos consumidores, que veem um aumento apenas modesto dos salários.

O preço da gasolina foi responsável por quase metade da alta da inflação geral no mês passado, avançando 3,3 por cento. O preço dos alimentos subiu 0,4 por cento, após um acréscimo de 0,8 por cento em março.

Ajustada para a inflação, a renda semanal nos EUA caiu 0,3 por cento em abril, após um declínio de 0,4 por cento em março.

CONFIANÇA MELHORA

Outros dados mostraram que a confiança do consumidor norte-americano aumentou no início de maio, com um otimismo sobre o mercado de trabalho reduzindo o impacto dos elevados preços de gasolina e alimentos.

O índice preliminar de Thomson Reuters/Universidade de Michigan subiu de 69,8 em abril para 72,4 em maio, o maior nível desde fevereiro. Economistas ouvidos pela Reuters previam uma leitura de 70,0.

Dados do governo dos EUA mostraram na semana passada que a economia do país criou 244 mil empregos em abril, maior abertura mensal de vagas dos últimos 11 meses.

Um terço dos consumidores pesquisados acham que a economia vai melhorar neste ano. Em abril, um quarto dos consumidores tinha essa opinião.

Mas o termômetro de condições atuais da pesquisa caiu para 80,2, o menor nível desde outubro, ante 82,5 em abril e as previsões de 82,8.

A perspectiva mais fraca reflete expectativas ruins sobre renda e a inflação. Apenas 21 por cento dos pesquisados espera uma melhora das condições financeiras pessoais neste ano, mesmo percentual registrado na mínima histórica da pesquisa em 2008.

A expectativa de inflação do consumidor para daqui a um ano caiu de 4,6 por cento para 4,4 por cento e o cenário para cinco a dez anos subiu de 2,9 para 3 por cento.

(Por Lucia Mutikani e Richard Leong)  

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