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Inflação para o idoso perde força no 3º trimestre, mostra FGV

Inflação para o idoso perde força no 3º trimestre, mostra FGV

Atualizado: Quinta-feira, 13 Outubro de 2011 as 11:01

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a inflação entre os idosos, perdeu força no terceiro trimestre deste ano. O indicador subiu 0,91% no período, ante 1,30% no segundo trimestre, informou nesta quinta-feira (13) a Fundação Getulio Vargas ( FGV ). No ano, o IPC-3i acumula alta de 4,45% em, em 12 meses, de 7,01%.

A inflação medida pelo IPC-3i foi superior à do Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), que mede a inflação no varejo em todas as faixas etárias e subiu 0,86% no terceiro trimestre. Porém, o impacto de preços entre os idosos no acumulado em 12 meses até setembro foi mais fraco do que no IPC-BR para o mesmo período (7,14%).

Das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador, seis apresentaram decréscimos em sua taxa de variação de preços, do segundo para o terceiro trimestre: saúde e cuidados pessoais (de 2,37% para 1,19%), habitação (de 1,71% para 1,25%), educação, leitura e recreação (de 2,33% para -0,27%), vestuário (de 2,93% para 0,77%), despesas diversas (de 1,06% para 0,15%) e transportes (de 1,17% para 0,63%).

O único grupo a mostrar aceleração de preços no período foi o de alimentação (de 0,15% para 0,82%), pressionado por aumentos de preços em frutas (10,22%), carnes bovinas ( 2,74%) e adoçantes (8,75%).

Entre os produtos pesquisados, as altas mais expressivas de preço entre os idosos no período foram registradas em limão (187,42%), plano e seguro saúde (1,92%) e leite tipo longa vida (6,18%). Já as mais significativas quedas foram apuradas em batata-inglesa (-29,93%), alho (-28,72%) e tomate (-19,71%). O IPC-3i abrange famílias com pelo menos 50% dos indivíduos de 60 anos ou mais de idade e renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos.      

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