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Inflação para os últimos meses de 2011 é uma incógnita, diz FGV

Inflação para os últimos meses de 2011 é uma incógnita, diz FGV

Atualizado: Quarta-feira, 11 Maio de 2011 as 1:11

RIO - A inflação no curto prazo deve diminuir de ritmo; mas o cenário inflacionário para os últimos meses deste ano ainda é uma incógnita, na avaliação do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Salomão Quadros. Ele fez o comentário ao ser questionado sobre a sustentabilidade no movimento de aceleração de preços apurado pela primeira prévia do IGP-M, que saltou de 0,55% para 0,70% de abril para maio.

O especialista observou que os meses de junho, julho e agosto devem mostrar um movimento mais suave da inflação, devido à retirada de pressões de custos que elevaram e estão elevando os indicadores inflacionários em abril e em maio, respectivamente. É o caso das disparadas nos preços de combustíveis como álcool e gasolina, que foram influenciados pelo período de entressafra da cana de açúcar. Isso diminuiu a oferta de derivados da cana, como o álcool, elevando preços; e puxou para cima a inflação da gasolina, que conta com álcool em sua formação.

"Mas agora o período de safra da cana deve começar, e a oferta deve ser regularizada", disse, acrescentando que isso estimulará desacelerações e reduções de preços nos combustíveis. Outras pressões que devem diminuir sua influência no cálculo dos indicadores inflacionários são os preços de medicamentos e de tarifa de energia elétrica residencial, cujos reajustes estão sendo captados já na inflação de maio.

Mas o cenário para o quarto trimestre de 2011 nos indicadores inflacionários ainda é de difícil previsão, na avaliação do especialista. Ele observou que não é possível antecipar qual será o movimento futuro nos preços dos alimentos, que no ano passado subiram de forma intensa no segundo semestre, por conta de uma onda de elevações nos preços das commodities no mercado internacional. Além disso, os preços dos serviços permanecem em trajetória crescente de elevação no varejo. "Não temos como prever qual será o comportamento da inflação após setembro. O cenário ainda é muito incerto", concluiu.

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