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Jovem tem mais oportunidades para encontrar o primeiro emprego

Jovem tem mais oportunidades para encontrar o primeiro emprego

Atualizado: Sexta-feira, 7 Janeiro de 2011 as 10:19

Está mais fácil para os jovens encontrarem seu espaço no mercado de trabalho. Mesmo sem ter experiência – uma das principais barreiras enfrentadas por essa faixa de profissionais –, a expansão de vários setores da economia, em especial o de serviços, aumenta as chances de encontrar empregos como vendedores, atendentes, auxiliares administrativos e em companhias de telemarketing.

“O desemprego está caindo fortemente nas regiões pesquisadas e a geração de empregos está maior do que a quantidade de pessoas que busca entrar no mercado de trabalho”, explica Sérgio Mendonça, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“Tradicionalmente, o índice de desemprego entre os jovens é maior. Como são pessoas que estão procurando emprego pela primeira vez, é natural que essa faixa etária tenha menos pessoas ocupadas”, explica Mendonça. “A primeira dificuldade é ter emprego. Quando a economia vai mal, não há emprego nem para o jovem nem para o adulto. Felizmente, o mercado de trabalho melhorou nos últimos anos, sobretudo a partir de 2004.”

Com isso, a falta de experiência, um dos principais entraves ao primeiro emprego, acaba tendo menos importância. “Nos ciclos mais favoráveis, pede-se um grau de escolaridade formal - mas não experiência. Hoje, a principal barreira de entrada é o nível educacional”, afirma o economista. “Dificilmente um jovem consegue entrar no mercado de trabalho, com carteira assinada, sem o ensino médio completo.”

Onde estão os empregos

Por ser o primeiro emprego (ou um dos primeiros da carreira profissional), é bom não criar grandes expectativas. De acordo com Mendonça, os jovens têm mais chances de encontrar vagas no comércio, em serviços administrativos e empresas de telemarketing, por exemplo. “Não dá para idealizar um mundo em que todos vão entrar no trabalho que querem, com rendimento adequado. Não é assim na vida real.”

O economista do Dieese, no entanto, destaca os pontos positivos dessas vagas. “Uma das coisas mais importantes é o aprendizado no trabalho. Existem coisas boas, como a disciplina, que todos vamos ter que enfrentar na vida. Também ensina a pessoa a ter mais responsabilidade, a se relacionar com a chefia, que é uma forma de aprender sobre a vida no trabalho.”

Mendonça acredita, no entanto, que o jovem precisa se preparar para buscar oportunidades melhores com o tempo. “É legal ficar cinco anos trabalhando como operador de telemarketing? Acho que não. Mas é uma passagem. Se o jovem quer dar um salto de qualidade, não tem saída: deve investir em educação.”

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