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Juro cobrado por bancos mostra estabilidade em 2010

Juro cobrado por bancos mostra estabilidade em 2010

Atualizado: Terça-feira, 28 Dezembro de 2010 as 3:11

As taxas de juros do cheque especial e do empréstimo pessoal mantiveram "relativa estabilidade" durante 2010, segundo pesquisa do Procon de São Paulo. O cenário registrado ao longo do ano é "bem diferente" do apurado em 2009, quando as taxas de juros registraram oscilações mais expressivas, diz Cristina Rafael Martinussi, responsável pela pesquisa. O levantamento feito pelo Procon mostra que a taxa média cobrada pelos bancos para o empréstimo pessoal foi de 5,26% ao mês, recuo de 0,23 ponto porcentual sobre o valor médio das taxas de 2009. Levando em conta o resultado de dezembro de 2009 (5,17%) e do mesmo mês deste ano (5,27%), no entanto, a taxa mostra alta de 0,10 ponto porcentual. "Esse resultado ocorreu porque os bancos subiram o valor cobrado quando houve alta na Selic (taxa básica de juros)", diz. A taxa Selic teve seu primeiro aumento no fim de abril. A Caixa Econômica, por exemplo, repassou a alta aos consumidores já em maio. Banco do Brasil. Bradesco, HSBC e Santander subiram a taxa média do empréstimo em junho. O Itaú só aumentou o valor em agosto, depois da segunda alta da Selic no ano. O banco Safra manteve a sua taxa o ano todo, mas em um nível bem mais alto que os concorrentes (12,53% ao mês). No cheque especial, a taxa média foi de 8,88% ao mês, queda de 0,05 ponto porcentual sobre 2009. Considerando os resultados mensais, a modalidade terminou 2009 em 8,79% ao mês e 2010 em 9,12% ao mês -aumento de 0,33 ponto porcentual. "O nível da taxa do cheque especial é bem mais alto que o crédito pessoal, mas o argumento do aumento ao longo ano é o mesmo: os bancos acompanham a Selic", comenta Cristina. Dos bancos que participam da pesquisa, o Safra foi o que mostrou maior taxa média no cheque especial (12,3% ao mês) e a Caixa Econômica registrou a mais baixa (7,02% ao mês). Em dezembro, a taxa média de juros do cheque especial foi de 185,09% ao ano. Menos custo. Justamente pelos altos níveis de juros cobrados no cheque especial, Cristina recomenda ao consumidor que não use o limite da conta corrente. "É melhor fazer um empréstimo para quitar a dívida com o cheque especial", comenta. Segundo ela, a modalidade de empréstimo mais recomendada é o consignado. "Porque esse é o que tem o menor juro do mercado", esclarece.

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