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Juros futuros mostram queda na BM&F na abertura de novembro

Juros futuros mostram queda na BM&F na abertura de novembro

Atualizado: Segunda-feira, 1 Novembro de 2010 as 2:07

Há pouco, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), entre os vértices de prazo mais dilatados, o DI do início de 2014 declinava 0,15 ponto, a 11,54%, enquanto o contrato de janeiro de 2015 perdia 0,11 ponto, a 11,54%. O DI com vencimento em janeiro de 2011 mantinha o patamar de 10,65%, enquanto o contrato de abertura de 2012 cedia 0,03 ponto percentual, para 11,31%. O DI do início de 2013 recuava 0,09 ponto, a 11,61%.

O economista da Gradual Investimentos André Perfeito assinala que, embora a vitória de Dilma Rousseff (PT) na Presidência brasileira já fosse esperada, o fim do processo eleitoral traz certo alívio ao mercado. Além disso, em um dia fraco de negócios, dado o feriado nacional de terça-feira, os juros futuros tendem a acompanhar o movimento externo. Perfeito ainda aponta que o primeiro discurso da presidente eleita já traz alguns recados para os próximos passos econômicos, como algum tipo de controle - não ajuste - fiscal, além de mostrar preocupação com a questão inflacionária. "Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável", afirmou a nova presidente do Brasil, em seu primeiro pronunciamento. "Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos. Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos", prosseguiu Dilma.

Para o economista da Gradual, Dilma tentou equilibrar no discurso a condução política monetária e fiscal, apontando o controle da inflação como central, e ainda sugeriu que fará certo controle fiscal. Para Perfeito, entretanto, a sinalização é de que, inicialmente, isto não se refletirá num programa de corte de gastos, mas, antes de tudo, administrar uma receita crescente devido ao aumento da base de arrecadação. "Se Dilma vai conduzir uma agenda de reforma é ainda muito cedo para dizer. Seu primeiro gesto será montar um ministério que sinalize ao mercado a sua determinação em relação à condução da política econômica. Um ministério ?market friendly' faria diminuir sensivelmente os prêmios de risco já incorporados à curva-pré e isto facilitaria - e muito - uma política de juros entre neutra e baixa", pontuou o economista, em relatório. Na agenda do dia, o Boletim Focus, do Banco Central (BC), mostrou que os agentes financeiros elevaram sua projeção para a inflação oficial neste ano pela sétima semana consecutiva - a estimativa do IPCA passou de 5,27% para 5,29%. A expectativa para 2011 também teve leve mudança, de 4,98% para 4,99%.    

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