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Lula cobra posicionamento do FMI e do Banco Mundial sobre crise financeira internacional

Lula cobra posicionamento do FMI e do Banco Mundial sobre crise financeira internacional

Atualizado: Quinta-feira, 18 Dezembro de 2008 as 12

Lula cobra posicionamento do FMI e do Banco Mundial sobre crise financeira internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta quarta-feira, dia 17 de dezembro, posicionamentos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial em relação à crise financeira internacional.

"O FMI não se manifestou até agora, só disse que não tem saída a curto prazo, o Banco Mundial não se manifestou até agora". E mais adiante afirmou: "Você não recebe informações". A declaração foi feita no encerramento da Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento, na Costa do Sauípe (BA), que reuniu 33 presidentes de países das duas regiões.

Lula afirmou ainda que "alguma coisa está errada na economia" e também "no padrão de política monetária estabelecido", ao comentar a classificação de riscos dos países. Segundo ele, os americanos estão "quebrados e os risco deles é zero".

"A economia do meu país vem crescendo, o emprego vem crescendo, a pobreza vem diminuindo, e todo dia leio no meu computador que aumenta o Risco Brasil. E os americanos, quebrados, o risco deles é zero", afirmou o presidente.

Na avaliação de Lula, o dinheiro disponibilizado pelos países ricos para amenizar os efeitos da crise ainda não chegou na ponta, pois não foi colocado na produção. "Foram colocados apenas para salvar a quebradeira do sistema financeiro e não na produção".

Lula chamou os países da América Latina e do Caribe a, nesse momento, investirem sobretudo em obras de infra-estrutura para gerar empregos. "É importante que a gente tenha consciência de que cada país vai ter que investir o máximo que puder", disse Lula aos presidentes presentes.

Quando o debate sobre o tema começou no governo e no Congresso, a intenção era utilizar parte dos recursos do superávit primário para ampliar os investimentos brasileiros no exterior e amenizar o acúmulo de reservas. Um dos objetivos seria aportar recursos em projetos de interesse do Brasil no exterior e, ao mesmo tempo, utilizar parte do grande volume de dólares que entrava no país, sobrevalorizando o Real.

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