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Maior rede de lojas de brinquedos do País vira franquia

Maior rede de lojas de brinquedos do País vira franquia

Atualizado: Terça-feira, 17 Agosto de 2010 as 12:51

Numa tarde de domingo, o pediatra Ricardo Sayon saiu de casa para acompanhar um amigo na compra de um imóvel e acabou voltando dono de um apartamento e de um ponto comercial. Sem poder deixar o consultório, convenceu, a muito custo, a mulher, fonoaudióloga, a abrir uma loja de brinquedos no local. Queria dar alguma utilidade ao imóvel comprado por impulso. "Ela aceitou a muito contragosto e disse que só abriria a loja para fazer o Ricardo feliz", lembra o empresário, dono da Ri Happy. Duas décadas depois, o negócio que começou meio sem querer e deu prejuízo durante os três primeiros anos é hoje a maior rede de lojas de brinquedos do País, com 97 unidades e faturamento de R$ 600 milhões. O crescimento até aqui foi por meio de lojas próprias, mas a empresa, aos poucos, tenta entrar no franchising, como já faz sua maior rival brasileira, a PBKids, que fatura R$ 200 milhões. Desde que abriu a primeira e única franquia, em 2009, a Ri Happy cadastrou cerca de 2 mil interessados no negócio. Mas o ritmo de inauguração de unidades franqueadas ainda está longe de atingir o de lojas próprias, que chega a sete por ano. "A preocupação é com a preservação da marca e da cultura", diz Sayon. "Estamos fazendo de forma bem artesanal por enquanto." Até o fim do ano serão mais duas. O bom desempenho da Ri Happy num período em que as grandes lojas brasileiras de brinquedos fecharam as portas ajuda a explicar o interesse em investir na expansão da rede. "Eles são hoje o canal mais representativo de vendas do setor depois dos supermercados", diz Synésio Batista da Costa, presidente da Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq). A rede ganhou espaço depois que abandonou o sistema de autosserviço, adotado até então pelas concorrentes, e voltou a investir nos vendedores. "Não podíamos ser apenas uma loja de brinquedos, tínhamos de ser prestadores de serviço", lembra o empresário. "Digamos que a empresa foi administrada do ponto de vista de médico e deu certo."  

Postado por: Thatiane de Souza

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