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Mantega diz que alta do dólar não vai pressionar a inflação

Mantega diz que alta do dólar não vai pressionar a inflação

Atualizado: Terça-feira, 16 Setembro de 2008 as 12

Mantega diz que alta do dólar não vai pressionar a inflação

A alta do dólar, que fechou o dia ontem, dia 15 de setembro, em R$ 1,81, não acarretará pressões sobre a inflação porque será compensada pela queda no preço internacional de alimentos e minérios provocada pela desaceleração na economia mundial, disse há pouco o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Para o ministro, o fato de o dólar ter subido 1% no mesmo dia em que a Bolsa de São Paulo registrou queda de 7,59%, a maior dos últimos sete anos, mostra que a crise na economia internacional está tendo efeitos limitados sobre a cotação da moeda norte-americana. "A alta no dólar foi pouco expressiva. Na sexta-feira, estávamos com o dólar próximo de R$ 1,80 e hoje ficou em R$ 1,81. Isso mostra que não há um ímpeto do dólar para subir", declarou o ministro.

Mantega descartou ainda que a inflação possa voltar a aumentar por causa da alta do dólar. "A queda do petróleo e das demais commodities [produtos primários com cotação no mercado internacional] compensa largamente o impacto inflacionário que poderia ser proporcionado pela alta do dólar", afirmou.

O ministro disse que os novos níveis da moeda norte-americana podem representar uma oportunidade para o Brasil, porque torna os produtos brasileiros mais atrativos no exterior. "Essa subida do dólar barateia os produtos brasileiros e ajuda a manter o aumento das exportações. Enquanto outros países sairão enfraquecidos, o Brasil sairá mais forte", avaliou.

Mesmo com a crise, Mantega orientou os investidores a não se precipitarem e manter o dinheiro no mercado de ações porque oscilações bruscas são normais em momentos de turbulência e a economia brasileira está sólida. "Nesta situação de crise, há muitas flutuações que depois voltam ao normal. Então, nenhum movimento brusco, porque o Brasil é um porto-seguro e será fortalecido com essa crise", ressaltou.

Apesar de a quebra de instituições financeiras nos Estados Unidos poder intensificar a retração na economia mundial, o ministro manteve as estimativas de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro: "Mantenho a projeção de crescimento da economia de 4,5% para 2009 e de 5% a 5,5% para este ano".

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