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Mantega explicará suposta interferência do governo na Vale

Mantega explicará suposta interferência do governo na Vale

Atualizado: Quinta-feira, 24 Março de 2011 as 8:40

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara aprovou nesta quarta-feira requerimento para a realização de audiência pública com o ministro Guido Mantega (Fazenda) para que ele dê explicações sobre supostas interferências do governo na empresa Vale.

De autoria do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), o requerimento propunha inicialmente a convocação do ministro, mas por acordo decidiram mudar para convite. Ou seja, Mantega não é obrigado a comparecer. A sessão ainda não tem dia para acontecer.

Mendonça Filho argumenta que a presença do ministro é necessária, pois a Vale, "maior empresa privada da América Latina, vem sofrendo, desde 2009, pressões para que seja destituído do cargo seu principal executivo, o Sr. Roger Agnelli".

"Mais recentemente, notícias dão conta da tentativa de interferência direta do Sr. Ministro da Fazenda no assunto. Entendemos absurda essa tentativa, haja vista tratar-se de empresa de capital privado e aberto. Preocupa-nos mais o fato de tal interferência prejudicar acionistas minoritários, que aguardam ansiosamente pelo resultado das discussões, uma vez que veem o preço de suas ações terem a performance afetada negativamente", afirmou o deputado.

Requerimento com o mesmo teor foi apresentado na Comissão de Minas e Energia, mas ainda não foi aprovado.

Ainda na Comissão de Fiscalização Financeira foi aprovado requerimento de audiência pública sobre denúncias de irregularidades na licitação da EBC, que escolheu a empresa Tecnet Comércio e Serviços Ltda. para cuidar do sistema de arquivos digitais da entidade. A EBC é a empresa pública responsável por gerir a TV Brasil e as outras emissoras públicas de rádio e TV.

Foram aprovados nesta quarta-feira três requerimentos referentes ao assunto: dois convidando a diretora-presidente da EBC, Tereza Cruvinel, para prestar esclarecimentos sobre a licitação e o contrato decorrente dela; e outro convidando o ministro-chefe da CGU (Controladoria-Geral da União), Jorge Hage, também para tratar da denúncia.

Por Maria Clara Cabral

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