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Mantega: Tendência é de arrefecimento de pressões inflacionárias

Mantega: Tendência é de arrefecimento de pressões inflacionárias

Atualizado: Terça-feira, 8 Fevereiro de 2011 as 11:13

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, minimizou nesta terça-feira (8) o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro, que somou 0,83%, o maior patamar desde abril de 2005. Segundo ele, a tendência da inflação é de "arrefecimento" a partir de março ou abril deste ano, quando terminam as pressões características do início de cada ano.

"O IPCA de janeiro já era esperado um pouco mais forte, porque juntou a inflação de 'commodities' [produtos básicos com cotação internacional, como grãos e petróleo, cujos preços estão em alta], que está forte no mundo todo com a pressão de janeiro, que costuma ter pressão de transportes e educação. Todo janeiro tem isso. Juntou as duas coisas e deu esse zero e oitenta e pouco. Parecido com janeiro do ano passado, que também foi forte", disse Mantega a jornalistas.

Segundo ele, os itens transporte e educação, que pesaram na inflação de janeiro deste ano, tendem a cair em fevereiro e março. "E, mesmo commodities, também estão em patamar elevado no mundo. Também acredito que vão ter trajetória descendente ou estável nos próximos meses. Significa que, nos próximos índices, a tendência é de arrefecer essa inflação. Em fevereiro ainda tem alguma pressão de transporte, mas em março e abril voces vão ver esse indice diminuindo", declarou o ministro.

Para combater as pressões inflacionárias, o Banco Central alterou a regra do compulsório em dezembro do ano passado, retirando R$ 61 bilhões da economia, e voltou a elevar a taxa básica de juros do país para 11,25% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em janeiro deste ano. A expectativa do mercado é de que os juros subam ainda mais em 2011, fechando este ano em 12,50% ao ano. Também para combater as pressões sobre os preços, o governo prepara um corte no orçamento federal deste ano, estimado entre R$ 35 bilhões e R$ 60 bilhões. O objetivo seria o de permitir uma política mais suave para a taxa de juros básica.

Por: Alexandro Martello

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