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Melhora da nota de risco do Brasil é ?questão de tempo?, diz Meirelles

Melhora da nota de risco do Brasil é ?questão de tempo?, diz Meirelles

Atualizado: Segunda-feira, 6 Dezembro de 2010 as 3:47

O presidente do BC, Henrique Meirelles, disse nesta segunda feira (6) acreditar que a melhora na avaliação do Brasil pelas agências internacionais classificadoras de risco é “questão de tempo”.

Em 2008, as agências S&P e Fitch concederam grau de investimento ao país. Um ano depois, foi a vez da Moody's. 'O grau de investimento foi um reconhecimento simbólico da mudança do Brasil', acrescentou.

Meirelles, que deixará o cargo ao final de 2010 para ser substituído por Alexandre Tombini no governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, disse que há países europeus muito mais endividados que têm nota similar à do Brasil.   Durante participação no seminário "Risco Brasil", promovido pela Fundação Getulio Vargas em São Paulo, a economia do país está em uma trajetória gradativa de melhora de seus fundamentos, “e portanto o reconhecimento disso pelas agências avaliadoras de diversos tipos é apenas uma questão de tempo”.

“Diversos índices, como a dívida pública total e a líquida, [mostram que] o Brasil tem endividamento público substancialmente inferior do que determinados países que têm um rating melhor”, afirmou.

“Eu acho que é um processo normal, o país vai convergindo para patamares cada vez mais elevados de avaliação de risco na medida em que vai se consolidando esta trajetória de estabilização da economia brasileira”.

Meirelles, no entanto, desconversou ao ser questionado sobre quando isso deveria acontecer, e disse que o prazo compete a cada agência.   Durante palestra, o presidente do BC comparou fundamentos econômicos brasileiros à de países da Europa abatidos pela crise e disse ver um panorama positivo para o Brasil e criticou o fato de que países com altos níveis de endividamento, como Itália e Irlanda, terem notas de risco semelhantes à brasileira.

“Esperamos que isso melhore, viu Regina?”, brincou Meirelles com a presidente da agência de classificação de risco Standard and Poor’s, que também ocupava a mesa de palestrantes do evento.

Hora certa

Bem-humorado, Meirelles disse que soube usar o "timing" necessário para chefiar o Banco Central também para escolher o momento de deixar o cargo.

"Outra que deve ser tomada de forma precisamente calibrada no timing é a decisão de entrada e a decisão de saída. Então nada melhor do que a entrada num momento de crise e a saída quando o Brasil vai bem", disse Meirelles.    

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