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Mercado reage ao acordo europeu e Bovespa opera em alta

Mercado reage ao acordo europeu e Bovespa opera em alta

Atualizado: Sexta-feira, 9 Dezembro de 2011 as 3:17

Após muita expectativa e temores de um fracasso, países europeus chegaram a um acordo para haver uma maior disciplina fiscal e tentar evitar, desta forma, que a crise da dívida soberana enfrentada atualmente pela região se repita.

Também de olho em dados de atividade e inflação da China, os mercados financeiros têm uma reação inicial favorável ao anúncio. Na cola das praças europeias, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o pregão final desta semana no campo positivo.

Às 13h03, o Ibovespa subia 1,21%, para 58.149 pontos. Na véspera, o Ibovespa caiu 2,06%, aos 57.455 pontos. O volume financeiro do pregão foi de R$ 6,11 bilhões. Foco de atenção nesta sexta-feira, os líderes de 23 países europeus decidiram apoiar um novo tratado com supervisão mais rigorosa dos orçamentos nacionais, mas não conseguiram a adesão de outros quatro integrantes da União Europeia (UE), incluindo a Inglaterra. Hoje as nações se reúnem novamente para discutir o conteúdo exato do novo tratado e como aqueles que o desobedecerem serão policiados. A intenção é ter isso por escrito até março. Conforme o comunicado emitido ao fim do encontro, os governos incluídos no acordo precisarão

ter orçamentos equilibrados, com um déficit estrutural que não supere 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). O tratado deve envolver um 'mecanismo de correção automática' para países que violarem as regras. Aqueles que administrarem um déficit acima de 3% vão sofrer sanções. Para evitar tais déficits, os países devem submeter seus orçamentos nacionais à Comissão Europeia, que vai ter a autoridade para solicitar que as contas sejam revistas. Os países devem ainda reportar antecipadamente seus planos de financiamento.

Apesar dos desafios à frente, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, comemorou o acordo. "Sempre disse que os 17 Estados do grupo do euro vão reconquistar a credibilidade. E eu acredito que, com as decisões de hoje, isso pode e vair ser conseguido", destacou. Quase no fim da reunião, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, ainda disse que a zona do euro, junto com alguns outros integrantes da União Europeia, vai prover até 200 bilhões de euros em recursos extras para o Fundo Monetário Internacional (FMI), para serem usados para ajudar os países a ajeitarem suas contas.

Também nesta sessão, a Moody's reduziu a nota de crédito de três bancos franceses - o BNP Paribas, o Crédit Agricole e o Société Générale - em razão da piora das condições de financiamento e da exposição à dívida soberana. A ação foi conhecida um dia depois de a Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês) apontar que os bancos europeus vão precisar levantar 114,7 bilhões de euros em capital adicional.

China

Já no continente asiático, a China informou que sua produção industrial cresceu 12,4% em novembro na comparação com igual mês de 2010, desacelerando-se ante a alta de 13,2% registrada em outubro. O número, do Departamento Nacional de Estatísticas do país, ficou levemente abaixo do aumento previsto por analistas. As vendas no varejo, por sua vez, cresceram 17,3% em novembro, acelerando-se ligeiramente ante o aumento de 17,2% de outubro.

Do lado inflacionário, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da China subiu 4,2% no mês passado, muito abaixo da alta de 5,5% apresentada em outubro e também inferior às expectativas. O Índice de Preços ao Produtor (PPI) ainda avançou 2,7% em novembro, menos que a alta de 5,0% apresentada em outubro e que a previsão.

Nos Estados Unidos, investidores aguardam a divulgação de dados preliminares de confiança do consumidor, referentes a dezembro.          

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