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Mesmo com a alta dos preços, venda de materiais de construção cresce

Mesmo com a alta dos preços, venda de materiais de construção cresce

Atualizado: Terça-feira, 11 Outubro de 2011 as 9:18

As vendas do material para construir estão em alta – e os preços também. Quem compra sente no bolso o aumento, e quem vende está esbanjando alegria. Nos primeiros seis meses do ano, as vendas aumentaram 6%. O segmento aposta em um crescimento ainda maior que o do país até o fim deste ano, e maioria dos preços sofreu alta.

“Geralmente está caro”, reclamou um senhor. O preço do material de construção subiu mesmo nos últimos anos. Só houve queda no valor de um item: a massa corrida. Outros produtos só registraram alta, segundo um levantamento que analisou as variações de 2005 a 2010 em São Paulo. O maior aumento foi da areia: 137,5%. A telha registrou uma grande alta nesse período e o tijolo também.

“A subida é também por conta da demanda, porque nunca se vendeu tanto. Com certeza, um dos fatores do aumento foi exatamente essa questão”, aponta Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo.

A alta do dólar também trouxe impacto no material importado. Um porcelanato sofreu reajuste em uma loja. Mesmo com tantas variações, as vendas cresceram 6% nos seis primeiros meses deste ano, segundo a associação nacional dos comerciantes do setor. “Tem de construir, senão vai morar onde?”, disse um senhor.

Faltam poucos minutos para uma loja de material de construção fechar, mas ainda tem muito movimento, com vários clientes. Segundo o gerente, por dia passam na loja cerca de cinco mil pessoas.

“De agosto, setembro, outubro, novembro e até dia 15 de dezembro é o período da safra do setor de material de construção. Tudo que a gente tem para oferecer, nós vendemos. Todo mundo quer terminar na véspera do Natal e quer ter sua casa bonita, linda e maravilhosa”, afirma Hiroshi Shimuta, dono da loja de material de construção.

Até o fim do ano que vem, Emerson José Moura da Silva acha que o terceiro andar da casa fica pronto. “No caso vai ser a cozinha. A gente está fazendo um espaço que vai ser a área”, aponta.

Emerson compra o material aos poucos, com dinheiro que sobra do salário de R$ 1 mil. A casa de três andares em uma das maiores comunidades de São Paulo vai ficar do jeitinho que ele quer.

“Tira um pouquinho ali, guarda um pouquinho por causa das contas que tem no dia a dia e assim a gente vai guardando. É difícil, mas a gente consegue. Arrumadinho, bonitinho, tudo rebocadinho na frente e nos lados. Se Deus quiser, vai ficar tudo bonito”, espera.

No ano passado, as lojas de material de construção venderam 10% mais que no ano anterior. O faturamento foi recorde: quase R$ 50 bilhões. A expectativa do setor ainda é otimista: fechar 2010 com um aumento de 8,5% nas vendas.            

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