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Milhares protestam na Grécia contra rigor fiscal imposto pelo governo

Milhares protestam na Grécia contra rigor fiscal imposto pelo governo

Atualizado: Segunda-feira, 13 Setembro de 2010 as 9:53

O primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreou, manifestou sua vontade de dar andamento a seu plano de rigor fiscal para tirar o país da crise financeira, apesar dos protestos de milhares de pessoas, que marcharam neste sábado pelas ruas de Tessalônica (norte da Grécia) contra sua política de ajuste. Os manifestantes, em torno de 20 mil segundo a polícia, fizeram passeatas após serem convocados pelos sindicatos e partidos de esquerda na segunda maior cidade do país, gritando slogans como "quem tem que pagar a crise é o capitalismo" ou "nacionalização dos bancos".

Mas em seu discurso, feito na Feira Internacional de Tessalônica, o primeiro-ministro chamou os gregos a "continuar fazendo os esforços e sacrifícios" que permitiram, na opinião dele, "salvar o país da bancarrota".

"Promovo esta batalha sem pensar no custo político, é uma batalha para a sobrevivência da Grécia. Ou realizamos juntos, ou afundamos", afirmou. Entre as medidas que devem ser adotadas rapidamente e que se somam à reforma do sistema de previdência e ao corte de salários dos funcionários públicos, Papandreou mencionou a adoção de um "novo marco regulatório para a manutenção dos hospitais", para, segundo ele, "colocar ordem nesse setor".

Também se comprometeu em "abrir" para o mercado profissões fechadas, como a dos caminhoneiros, reestruturar o Orgão Público das Ferrovias, muito endividado, assim como outros órgãos públicos, e liberalizar o mercado de energia, em referência à supressão do monopólio da empresa pública de eletricidade.

Prometeu proteção "aos desempregados e outros grupos frágeis da sociedade, com um aporte de 3,5 bilhões de euros procedentes sobretudo dos programas europeus", assim como "a simplificação dos procedimentos para as empresas, destinados a promover os investimentos, o desenvolvimento verde, a pesquisa e a inovação".

Mas para os manifestantes, as consequências sociais do drástico plano de reajuste são inaceitáveis no dia a dia.

"Querem que o povo pague, mas são os industriais e os banqueiros que levaram o dinheiro", gritava Manolis Spathis, 24 anos, recém-formada em economia.

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