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Índice de confiança do comércio recua 1,59% no 3º trimestre

Índice de confiança do comércio recua 1,59% no 3º trimestre

Atualizado: Quinta-feira, 13 Outubro de 2011 as 2:37

O Banco Central e a Fundação Getulio Vargas ( FGV ) lançaram nesta quinta-feira (13) o Índice de Confiança do Comércio (Icom), que atingiu 134,7 pontos em setembro deste ano, o maior valor desde dezembro do ano passado (135,7 pontos). Na comparação com agosto, o crescimento foi de 1,81% e, contra setembro de 2010, o aumento somou 0,82% no indicador de confiança do comércio.

Comparação trimestral

No terceiro trimestre de 2011, ainda segundo informações do BC e da FGV, o Índice de Confiança do Comércio totalizou 132,16 pontos, o que representa uma elevação de 0,7% sobre o segundo trimestre de 2011 (131,23 pontos). Este foi o segundo trimestre de crescimento contra os três meses anteriores.   Na comparação com o terceiro trimestre de 2010 (134,3 pontos), porém, houve queda de 1,59%. A FGV informou ainda que o resultado do Icom vem se mantendo, desde maio deste ano, inferior ao observado no ano passado, o que sinaliza, de acordo com análise da fundação, "desaceleração do nível de atividade do setor nesta base de comparação".

"Achamos que o resultado mais relevante é o dos trimestres", disse o coordenador de Sondagens Conjunturais Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Aloísio Campelo.

Segundo ele, o indicador não é dessazonalizado, ou seja, não expurga as variações por menos ou mais dias úteis, ou as características próprias de cada período do ano. Pelo fato de o índice não ser dessazonalizado, Campelo avaliou que a melhor comparação a ser feita é contra o mesmo período do ano anterior.

Pesquisa será considerada pelo Copom

Para o Banco Central, as pesquisas conjunturais são importantes, pois fornecem informações de cada segmento. "O comércio é associado ao fluxo de consumo das famílias, que representa nada mais do que 60% do PIB do país [pela ótica da demanda]. O principal componente de demanda agregada é o consumo das famílias. A sondagem de comércio nos permitirá ter essa base de informações para fazer o diagnóstico correto de como está evoluindo o consumo das famílias, um instrumento extremamente importante para a condução da política monetária [definição da taxa de juros]", explicou Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central.

Metodologia

A sondagem do comércio, segundo a FGV, está sendo realizada mensalmente com cerca de 1.300 empresas do setor. A pesquisa abrange 17 segmentos, incluindo o atacado (peso de 33,8%), o varejo (47,8% de peso), além de automóveis, motos e peças e materiais de construção. As séries históricas começam em maio de 2010.

Segundo a nota metodológica da pesquisa, o objetivo do indicador é monitorar e antecipar tendências econômicas. "Assim como em outras sondagens de tendência, a pesquisa tem como um de seus principais atributos a rapidez e precisão com que consegue retratar o estado atual da economia e gerar sinalizações para sua evolução nos meses seguintes, servindo como subsídio à análise de conjuntura e à tomada de decisões por governos e o setor privado", informou a FGV.        

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