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Índice que reajusta aluguel desacelera e fecha março em 0,62%

Índice que reajusta aluguel desacelera e fecha março em 0,62%

Atualizado: Quarta-feira, 30 Março de 2011 as 8:45

A inflação mensurada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, perdeu ritmo e desacelerou para 0,62% em março, ante alta de 1,00% em fevereiro. No acumulado dos últimos 12 meses, foi registrada variação de 10,95%, enquanto varia 2,43% no ano.

A incidência sazonal de tributos como IPVA, IPTU e o reajuste das mensalidades escolares influenciam os dois primeiros meses do ano. Passado esse período, o mercado já esperava uma desaceleração no mês de março. Isso é fortemente notado na redução do IPC (veja abaixo).

O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) apresentou taxa de variação de 0,65%. No mês anterior, a taxa foi de 1,20%. O índice relativo aos bens finais variou 0,77%, em março. Em fevereiro, este grupo de produtos mostrou variação de 0,17%. Contribuiu para a aceleração o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 1,66% para 7,37%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de bens finais (ex) registrou variação de 0,10%. Em fevereiro, a taxa foi de 0,02%.

O índice referente ao grupo bens intermediários variou 0,57%. Em fevereiro, a taxa foi de 0,76%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou decréscimo em sua taxa de variação, que passou de 0,76% para 0,56%, sendo o principal responsável pela desaceleração do grupo. O índice de bens intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,57%, ante 0,82%, em fevereiro.

No estágio inicial da produção, o índice de matérias-primas brutas variou 0,61%, em março. Em fevereiro, o índice registrou variação de 2,97%. Os principais responsáveis pela desaceleração do grupo foram os itens: soja (em grão) (-0,72% para -6,20%), milho (em grão) (9,84% para 1,46%) e minério de ferro (3,80% para -0,05%). Ao mesmo tempo, registraram-se acelerações em itens como: café (em grão) (8,44% para 11,58%), bovinos (0,21% para 1,10%) e arroz (em casca) (-7,53% para -3,98%).

O IPC (índice de preços ao consumidor) apresentou variação de 0,62%, em março. Em fevereiro, a variação foi de 0,67%. Quatro dos sete grupos componentes do índice registraram decréscimos em suas taxas de variação, com destaque para educação, leitura e recreação (1,63% para 0,18%). As principais influências partiram dos itens: cursos formais (1,93% para 0,00%) e passagem aérea (1,36% para -9,28%).

Também apresentaram recuos em suas taxas de variação os grupos: despesas diversas (1,57% para 0,49%), transportes (1,82% para 1,15%) e habitação (0,51% para 0,47%). Nestes grupos, os destaques foram: cigarro (1,89% para 0,87%), tarifa de ônibus urbano (3,47% para 0,26%) e aluguel residencial (1,05% para 0,75%), respectivamente.

Em sentido oposto, apresentaram acréscimos em suas taxas de variação os grupos: vestuário (-0,55% para 0,78%), alimentação (0,24% para 0,69%) e saúde e cuidados pessoais (0,33% para 0,62%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos preços dos itens: roupas (-0,92% para 1,03%), frutas (-1,41% para 1,10%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,25% para 0,31%), respectivamente.

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) registrou, em março, variação de 0,44%, acima do resultado de fevereiro, de 0,39%. Dois dos três grupos componentes apresentaram acréscimos em suas taxas de variação: materiais e equipamentos, cuja taxa passou de 0,54%, em fevereiro, para 0,64%, em março, e mão de obra, cuja taxa avançou de 0,12% para 0,27%. A taxa do grupo serviços recuou de 1,04%, no mês anterior, para 0,46%, nesta apuração.

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